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Saiba quais são os grandes desafios de segurança com chegada do 5G ao Brasil

·6 minuto de leitura

Ao estrear no Brasil em 2012, o 4G trouxe bons incrementos para a velocidade das conexões móveis no Brasil e ajudou a acelerar a integração do território nacional. No entanto, o 5G — cujo edital foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 25 de agosto — prometem ser ainda mais revolucionário, oferecendo velocidades que podem ser até 100 vezes maiores do que as atuais. Ao mesmo tempo em que isso trará conveniências, a transformação também representa desafios para a segurança digital.

Ao oferecer um mundo mais online e conectado, a nova tecnologia deve ajudar a transformar a maneira como lidamos com a realidade, da mesma forma que hoje as redes sociais moldam nossos comportamentos e interações. Conforme explica Rafael Sampaio, especialista em segurança da informação e CEO da Etek NovaRed, é fácil ficar enamorado pelas possibilidades que o 5G traz — mas, ao mesmo tempo, é preciso ficar atento às questões que ela apresenta.

Em entrevista ao Canaltech, Sampaio explicou que, quanto mais dados haverá online, maiores serão as chances de vazamentos que comprometem grandes quantidades de pessoas. Em um momento no qual cada vez mais informações devem ficar armazenadas na nuvem e disponíveis em qualquer lugar, a informação se torna o “novo petróleo” — e cada acesso criminoso tem o potencial de provocar estragos com tamanho imensurável.

Imagem: Divulgação/Akitada31/Pixabay
Imagem: Divulgação/Akitada31/Pixabay

“A população vai ter mais aplicativos no celular, porque vai ser mais fácil. Vai colocar mais dados na internet porque vai ser mais fácil, vai ser muito mais conveniente”, explica o especialista. Com isso, há potencial para que os crimes online aumentem consideravelmente, tanto em escopo quanto em lucratividade.

Para a Kaspersky, alguns pontos ligados diretamente à implementação do 5G merecem grande atenção:

  • Segurança descentralizada: a implementação do 5G exige mais pontos de contato de hardware, o que tende a dificultar inspeções de segurança. A tecnologia também usa uma quantidade maior de pontos de roteamento, que, para permanecerem completamente protegidos, devem ser constantemente monitorados — qualquer falha nesse sentido pode comprometer diversos pontos da rede;

  • Maiores velocidades desafiam monitoramento da rede: o salto na eficiência das transmissões deve ser um desafio para provedores, que terão que encontrar novas formas de monitorar uma quantidade massiva de dados. “Os volumes e velocidades adicionados vão desafiar times de segurança a criar novos métodos para parar ameaças”, alerta a Kaspersky.

  • Internet das coisas peca em segurança: muitos dispositivos que se conectam à internet possuem proteções de segurança consideradas fracas, o que se torna um problema grande em um cenário no qual ainda mais aparelhos devem fazer isso. A transição para uma realidade ainda mais online cria novos pontos de entrada para ataques, bem como novas oportunidades para hackers aumentaram botnets e intensificarem ataques de negação de serviço direcionada (DDoS);

  • Falta de criptografia pode comprometer conexões: quando um aparelho se conecta à internet de forma insegura, pode fornecer a criminosos detalhes sobre seu sistema operacional, tipo (celular, modem veicular etc.) e outras informações que ajudam a criar ataques mais direcionados e eficientes.

Conforme explica Sampaio, CEO da Etek NovaRed, as preocupações com a segurança do 5G não surgem como um impeditivo à sua implementação, tampouco como uma crítica às vantagens que a tecnologia traz. No entanto, é preciso que tanto as empresas quanto a população estejam preparadas para a revolução que ela proporciona e também aos riscos que traz.

Segurança deve ajudar a aprimorar o 5G

Sampaio acredita que a chegada da nova opção de conectividade deve acelerar a transformação digital testemunhada no Brasil de forma semelhante ao que aconteceu com a chegada da COVID -19. No caso do 5G, a vantagem (além de não se tratar de uma doença cruel) é que temos como nos antecipar para as demandas que vão surgir e planejar com segurança os passos necessários.

O especialista explica que a tecnologia deve proporcionar a verdadeira digitalização da vida e estimular ainda mais processos como a adoção do Home Office, por exemplo. Nesse cenário de um maior fluxo de dados online — e mais informações sensíveis circulando —, métodos como a inteligência artificial e o aprendizado por máquina devem se tornar mais presentes e sofisticados, substituindo e complementando sistemas antigos.

“Hoje o volume de dados, o volume de conexão entre esses dados que você precisa fazer para chegar à conclusão se tem um padrão de ataque ou se não tem um padrão de ataque já é muito alto. Quando o volume de dados multiplicar em dez vezes, o volume de processamento para isso vai ser muito mais requerido também”, explica Sampaio.

O CEO da Etek NovaRed destaca que o aspecto social do 5G também é importante, já que pode determinar o nível de acesso a informações sobre segurança disponíveis. Caso a tecnologia venha acompanhada de preços altos, isso pode significar que somente uma camada específica da população vai ter acesso a vídeos e outros materiais que auxiliam a ter uma vida digital mais protegida — nesse sentido, é importante que existam políticas públicas que possam auxiliar a democratização do acesso à tecnologia.

Empresas ainda deixar a dever em segurança

Sampaio também explica que a preocupação com segurança tem que vir desde o momento da implementação da tecnologia, visto que ela acompanha novos requisitos de arquitetura de segurança. Enquanto os responsáveis por fornecer a infraestrutura precisam se preocupar com as grandes quantidades de dados sensíveis que serão transmitidos, também cabe às empresas e aos próprios cidadãos ser mais conscientes sobre sua proteção.

Imagem: Divulgação/Akitada31/Pixabay
Imagem: Divulgação/Akitada31/Pixabay

O executivo explica que a chegada do 5G tende a aumentar problemas já existentes, e que o cenário de segurança de informação entre as corporações brasileiras ainda é muito imaturo. Poucas delas têm experiência no assunto, e muitas sequer possuem equipes dedicadas à proteção de dados ou estruturas nos quais isso ganha prioridade de investimentos.

No entanto, Sampaio se mostra otimista e afirma que há tempo para que empresas se planejem para estar prontas para a chegada do 5G ao Brasil, visto que esse é um processo previsível e que pode ser acompanhado com facilidade. Ao mesmo tempo, ele acredita que também pode ser necessário fazer campanhas de conscientização com a população que, em um ambiente marcado pela conectividade, deverá ficar ciente de boas práticas e recomendações a seguir — tal qual acontece com campanhas que ensinam a separar o lixo reciclável, por exemplo.

Para a Kaspersky, fabricantes precisam tomar a dianteira desse processo e assumir os custos necessários para aprimorar suas práticas de cibersegurança. Se no passado havia incentivos econômicos para não prestar atenção nisso, em um mundo mais conectado e suscetível a ataques haverá mais cobrança por parte dos consumidores — especialmente sobre companhias que fornecem produtos considerados baratos, como monitores infantis, relógios e pulseiras inteligentes.

Fonte: Canaltech

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