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Saiba por que Queda dos Mutantes foi a saga mais sombria dos X-Men

·7 minuto de leitura

Os X-Men vivem um excelente momento, na atual fase de Jonathan Hickman, que, na verdade, está prestes a deixar os títulos X em dezembro. O escritor reformulou e reposicionou os mutantes em sua própria nação, resolveu problemas de continuidade, criou uma cultura própria e tornou os Filhos do Átomo em imortais. Mas, antes disso, os “mutunas” sofreram muito, durante o tempo do sonho de convivência pacífica com os humanos. E a saga mais sombria que mostra como a esperança por dias melhores se tornou um pesadelo foi Queda dos Mutantes.

Antes de falar sobre o evento de 1988, vamos contextualizar o período. Os X-Men vinham ganhando popularidade junto ao público, e a Marvel estava disposta a apostar na propriedade como a próxima grande estrela de seu catálogo. O sucesso da saga Massacre de Mutantes havia mostrado o potencial da franquia e o apego dos leitores por mais crossovers entre os títulos X, que aos poucos começam a se multiplicar nas bancas.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Vale lembrar que os anos 1980 desencadearam a decadência da figura do “herói”, com histórias mais realistas e sombrias, a exemplo de Watchmen e Batman: O Cavaleiro das Trevas. Então, a Marvel aproveitou essa onda e, antes de realizar uma revolução na linha mutante, basicamente matou todos os X-Men em seu período mais sombrio, em Queda dos Mutantes.

O que levou à Queda dos Mutantes

Em 1988, a linha mutante era composta por três principais títulos, que, assim como Massacre de Mutantes, dividiu suas páginas em um evento contínuo entre as revistas. Em Uncanny X-Men, Tempestade perdeu os poderes devido a uma arma neutralizadora criada por Forge, e, mesmo assim, passou a liderar os X-Men.

Em X-Factor, o Anjo havia sido espancado durante as batalhas nos túneis Morlocks, em Massacre de Mutantes. Warren Worthington III teve suas asas amputadas e vivia um momento de depressão, que se tornou ainda mais sombrio quando seu avião foi sabotado, o que, aparentemente, causou sua morte. A equipe, que reunia os X-Men originais, também passava por um momento turbulento. Embora secretamente usasse a imagem pública do governo para salvar mutantes, o grupo entrou em atrito com os X-Men e com os Novos Mutantes.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Já em New Mutants, o antes maior inimigo dos X-Men, Magneto, tornou-se o professor dos jovens mutantes que ainda estavam em treinamento. Nessa época, o Professor Xavier estava muito doente e precisou deixar a Terra para se tratar com tecnologia Shi’ar no espaço. E, a contragosto de muita gente, Magnus se tornou o mentor dos Novos Mutantes.

Como dá para notar, em todos os títulos as tramas tratavam sobre perda e instabilidade na liderança de suas equipes. E a coisa ainda ficaria ainda mais difícil para os Filhos do Átomo.

O que aconteceu em Queda dos Mutantes

Os X-Men vão para Dallas, em busca de Tempestade, e se deparam com o grupo governamental Força Federal (que em inglês se chamava Freedom Force). Uma grande batalha acontece aos olhos do público, com a participação de demônios, criaturas esquisitas e homens das cavernas (é sério). Tanto os X-Men quanto a Força Federal estranharam essa “participação surpresa” e uniram forças para investigar isso — vale destacar que a cobertura da mídia foi algo bastante importante na história, especialmente em uma época sem internet, em que o noticiário chegava aos lares majoritariamente pela TV.

Mais tarde, a trama conta que as criaturas vieram para a Terra por culpa de Forge, que, com seus rituais místicos indígenas, havia invocado por engano tais seres durante a Guerra do Vietnã, para vingar os colegas que morreram. Para conseguir enviar os demônios de volta ao lugar de origem, Forge vence o vilão Adversário com uma importante e surpreendente participação de Colossus, que consegue derrubar o oponente com o aço frio de seu corpo — vale lembrar que, assim como Kitty Pride e Noturno, Colossus estava fora de batalha, ainda se curando dos confrontos de Massacre de Mutantes.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Contudo, no final, para selar a passagem, Forge precisa sacrificar nove almas — adivinhe, o número exato de almas dos integrantes dos X-Men na época. Assim, Tempestade, Wolverine, Colossus, Longshot, Vampira, Cristal, Psylocke, Destrutor e Madelyne Prior (esposa de Ciclope que era um clone de Jean Grey e mãe de Cable) morrem no noticiário ao vivo.

Enquanto isso, o X-Factor é sequestrado pelo vilão Apocalipse, que oferece uma aliança contra a humanidade. Os heróis recusam a proposta e veem Warren Worthington III, que havia sido dado como morto na explosão de seu avião, reformulado como um dos Quatro Cavaleiros de Apocalipse. O antes Anjo havia se tornado Morte, ou Arcanjo, com garras afiadas disparadas por suas novas asas. Ele foi o pivô para a derrota de seus ex-colegas de equipe.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Antes que os Quatro Cavaleiros pudessem devastar Nova York, Homem de Gelo consegue sensibilizar o pouco que ainda havia de seu amigo dentro do Arcanjo, fazendo com que Morte recuasse e o X-Factor pudesse celebrar uma pequena vitória, ao impedir a destruição da Big Apple. Mas a sensação era mais de derrota, principalmente para Ciclope, ao se culpar pela transformação de Worthington III em um aliado de Apocalipse.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Para aumentar o baixo-astral, os Novos Mutantes se envolveram em uma crise em uma ilha com várias criaturas e com o grupo extremista chamado de A Direita, liderado por Cameron Hodge. Na conclusão, Magia consegue transportar os inimigos para o Limbo, mas o então carismático e sorridente Cifra é brutalmente assassinado. A morte choca Magneto, que culpa a humanidade e deixa a Escola Xavier, abandonando os jovens mutantes à própria sorte, tendo que lidar com o luto e sem mentor algum.

O que aconteceu depois de Queda dos Mutantes

Depois de serem dados como mortos, os X-Men são secretamente ressuscitados pela deusa Roma. Durante algum tempo, eles vivem na Austrália e se tornam invisíveis aos sistemas de vigilância de todo o mundo — o que deixa o status de “mortos-vivos” do grupo ainda mais sombrio. No X-Factor, Worthington III se torna Arcanjo, uma faceta muito mais violenta do Anjo, que mais tarde seria controlada pelo seu lado “bonzinho”. E os Novos Mutantes passaram por um momento de rápido amadurecimento, porque tiveram que crescer sozinhos, sem um mentor.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Isso abriu espaço para a chegada da grande fase de Chris Claremont e Jim Lee nos X-Men, com o retorno de Charles Xavier para a Terra, no início dos anos 1990. O Professor X reuniu os X-Men e o X-Factor em duas equipes, que tinham como grande primeiro inimigo um poderoso Magneto. Lembram-se que ele deixou os Novos Mutantes por conta da chocante morte de Cifra? Então, Magnus criou um reduto em um asteroide, ao lado de vários acólitos, e jurou destruir a humanidade.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

E os Novos Mutantes, que ansiavam por uma liderança desde que Xavier e Magneto deixaram a equipe, tiveram em um viajante do futuro uma nova referência. Cable chegaria de um destino trágico dos mutantes, centenas de anos à frente, para se tornar o novo mentor dos jovens mutantes no presente. E assim nascia a X-Force, grupo militarizado que teria entre seus inimigos um hoje popular Deadpool.

Como dá para notar, a conclusão de cada arco dentro da trama é bastante trágica, e nenhum outro evento mutante foi tão depressivo quanto Queda dos Mutantes. A boa notícia é que a saga serviu como um “soft reboot” para os X-Men e para a sua grande fase nos anos 1990, quando a equipe teria sua maior popularidade diante do público, que até mesmo pôde ver os heróis em um dos desenhos animados mais lembrados da história da Marvel.

Fonte: Canaltech

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