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Saiba o que muda com o tratamento de Alzheimer aprovado nos EUA

·3 minuto de leitura
Atividade com pacientes com doença de Alzheimer no Copper Ridge Care Center em Sykesville, Maryland, em 23 de outubro de 2009

As autoridades dos Estados Unidos enviaram uma mensagem de incentivo à pesquisa, que não teve sucesso em 20 anos, ao aprovar um medicamento para Alzheimer esta semana. Mas a cura para esta doença parece estar longe.

O que aconteceu?

A agência de medicamentos dos EUA (FDA) autorizou na segunda-feira um tratamento para Alzheimer, chamado Aduhelm e desenvolvido pela empresa americana Biogen.

O feito era esperado desde 2003. Antes, os tratamentos autorizados respondiam apenas aos sintomas do Alzheimer, mas não às causas da doença.

O tratamento da Biogen visa destruir as placas formadas por certas proteínas, chamadas "amiloides", no cérebro dos pacientes.

Esses depósitos comprimem os neurônios e são um dos principais fatores da doença de Alzheimer, levando à perda irreparável de memória.

É um ponto de inflexão?

É "um ponto de inflexão na pesquisa de novos tratamentos revolucionários contra o mal de Alzheimer", estima em nota Hilary Evans, diretora da fundação britânica Alzheimer's Research.

Os pacientes e suas famílias finalmente têm um anúncio concreto depois de quase duas décadas sem novos avanços no tratamento.

“É um período em que se avançou muito na compreensão da doença - como é declarada, por que é declarada - e no seu diagnóstico”, principalmente em sua fase inicial, diz Stéphane Epelbaum, neurologista.

"Mas todos esses avanços são difíceis de transferir para avanços terapêuticos". Enquanto isso, a doença vem ganhando espaço, em consequência do envelhecimento da população.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista pelo menos trinta milhões de casos no mundo, embora seja frequentemente difícil diferenciar o Alzheimer de outras doenças mentais.

Alzheimer tem cura?

Não, a cura para esta doença ainda não é possível.

“Temo que haja esperança excessiva para a eficácia do tratamento” da Biogen, adverte Epelbaum.

O medicamento, com um preço altíssimo (mais de US $ 50 mil por ano), é destinado apenas a uma pequena parte dos pacientes, em um estágio bem inicial da doença. E mesmo neles, a eficácia é limitada.

O mal de Alzheimer não progride muito rapidamente e, nos 18 meses em que o tratamento da Biogen foi testado, os testes cognitivos mostraram apenas uma pequena diferença entre os pacientes que o tomaram e os que receberam um placebo.

E as outras pesquisas?

Outras pesquisas feitas por grandes grupos continuam, embora algumas farmacêuticas, como a americana Pfizer em 2018, tenham desistido de avançar nesse campo.

Vários laboratórios americanos anunciaram resultados animadores este ano, como o Eli Lilly, que também busca destruir as placas amiloides, principal pista nos estudos nas últimas décadas.

Outras empresas seguem estratégias diferentes, mas também obtêm dados positivos. O Annovis, por exemplo, concentra-se em proteínas chamadas Tau, também ligadas ao Alzheimer. A Cassava tenta evitar a formação das placas amilóides, ao invés de destruí-las.

Mas, nesses três casos, os resultados são limitados porque as pesquisas foram realizadas em poucos pacientes.

“Nenhum medicamento - por melhor que seja - será a única solução para o Alzheimer”, concluiu no Twitter nesta quarta-feira o neurologista Jonathan Schott, da University College London, insistindo na prevenção.

jdy/soe/roc/es/zm/jc

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