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Saiba como a NASA pretende resgatar os novos astronautas que voltarem da Lua

·3 min de leitura

Enquanto se prepara para levar astronautas novamente à superfície da Lua com o programa Artemis, a NASA também buscando meios para resgatar os astronautas do programa, quando eles voltarem para a Terra. Para isso, a agência espacial está trabalhando junto da Marinha dos Estados Unidos e, juntas, estão finalizando uma sequência de testes no mar. Essa sequência é voltada para verificar e validar procedimentos e equipamentos que possam ser usados para recuperar tanto os astronautas quanto a cápsula Orion no oceano, ao fim das missões.

As equipes envolvidas estão na reta final do último teste da sequência antes do lançamento da missão Artemis I, ainda não tripulada, programada para ser lançada no ano que vem. Para isso, a equipe Landing and Recovery Team praticou uma série de procedimentos que permitem a recuperação segura da nave, enquanto o time do escritório Search and Rescue, uma divisão do programa Space Communications and Navigation (SCaN), segue testando tecnologias de sinalizadores para as operações de resgate do programa.

Quando retornarem das missões, os astronautas devem ficar no interior da nave Orion até as equipes de recuperação chegarem a eles no oceano. Só que, caso surja alguma emergência em que eles precisem deixar a cápsula antes de as forças de resgate os alcançarem, a NASA poderá rastreá-los e resgatá-los com sinalizadores Advanced Next-Generation Emergency Locator (ANGEL), instalados em seus coletes salva-vidas. “As missões Artemis estão usando as nossas tecnologias mais recentes, preparando o palco para melhorias e disponibilidade para outros usuários”, disse Lisa Mazzuca, diretora do escritório Search and Rescue (SAR).

O SAR, parte do programa Space Communications and Navigation, está testando as novas tecnologias. Mazzuca mencionou também que as inovações vêm dos avanços proporcionados pelo programa Cospas-Sarsat, uma iniciativa internacional criada para fornecer serviços de localização de emergência auxiliados por satélite para socorristas — desde 1979, a NASA fornece expertise técnica ao programa. Assim, os sinalizadores ANGEL são versões menores e miniaturizadas da tecnologia desenvolvida pelo SAR, oferecendo serviços robustos de localização por meio do Cospas-Sarsat.

Cody Kelly, gerente de missão no programa Search and Rescue (SAR), mostrando sinalizadores de testes que serão instalados em um pequeno barco, para simular astronautas após o retorno das missões (Imagem: Reprodução/Frank Michaux)
Cody Kelly, gerente de missão no programa Search and Rescue (SAR), mostrando sinalizadores de testes que serão instalados em um pequeno barco, para simular astronautas após o retorno das missões (Imagem: Reprodução/Frank Michaux)

Em apenas alguns momentos após a ativação, a rede consegue calcular a localização dos astronautas com precisão de algumas centenas de metros em qualquer lugar do mundo. “Os sinalizadores de segunda geração aproveitam a nova constelação de busca e instrumentos de resgate de satélites de navegação na órbita média da Terra”, explicou Dave Watson, engenheiro do SAR. Durante o teste de recuperação, as equipes do SAR experimentaram o uso operacional dos sinalizadores ANGEL colocando-os em pequenos barcos em mar aberto, ativando-os, validando-os e monitorando o sistema.

A equipe está treinando também a transmissão dos dados para o centro de controle da missão. Durante as primeiras missões Artemis, a NASA usará os ANGEL principalmente para a amerissagem ou para alguma situação de aborto de lançamento. Como a ideia do programa é estabelecer a presença humana sustentável na Lua, os membros do escritório SAR planejam desenvolver recursos mais aprimorados para busca e resgate, voltados especificamente para os desafios específicos de proporcionar comunicação de emergência e serviços de localização aos astronautas na Lua.

Fonte: Canaltech

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