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Saiba como funciona o BID e como será a eleição do novo presidente da instituição

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No próximo domingo (20), os 48 países membros do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) elegem o novo presidente da instituição.

Entre os candidatos está Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central na gestão Michel Temer (2016-2018), indicado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) e sob oposição de alguns membros do PT.

Nunca um brasileiro comandou a instituição desde sua criação.

O BID foi fundado em 1959 por iniciativa de alguns países latino-americanos liderados pelo Brasil, durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Era uma tentativa de criar um organismo multilateral no qual a região poderia ter mais voz do que em instituições como Banco Mundial e FMI (Fundo Monetário Internacional), nas quais EUA e europeus costumam ter maior influência.

Atualmente, o BID tem entre seus membros 28 países das Américas, 16 europeus, como Alemanha, Reino Unido e França, e 4 asiáticos (China, Japão, Israel e Coreia do Sul).

Os EUA são o país com maior poder de voto, 30%, seguidos por Brasil e Argentina, ambos com 11,4%.

De acordo com a instituição, o presidente do BID é o responsável pela condução do dia a dia dos negócios e gerencia suas operações e sua administração. Ele é eleito pela Assembleia de Governadores, preside as sessões da diretoria executiva, mas não vota, exceto em caso de empate. Cada país membro indica um governador, geralmente, o ministro da Fazenda ou Economia.

Para ser eleito, o candidato a presidente precisa do apoio de países que representem mais de 50% dos direitos de voto e também da maioria entre os membros da América.

Atualmente, o Brasil está representado na diretoria executiva do banco em uma vaga que compartilha com o Suriname, ocupada por Martha Seillier, que até maio deste ano comandava a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos.

A instituição é considerada o maior e mais antigo banco de desenvolvimento multilateral regional do mundo. Financia projetos ligados ao desenvolvimento econômico, social e institucional na América Latina e no Caribe.

Seus recursos vêm dos seus 48 países membros e de captações nos mercados financeiros, entre outras fontes. O Brasil é um dos países com maior participação entre os projetos financiados, que atendem o governo federal, estados e municípios.

Em novembro de 2022, estavam previstos quase US$ 30 bilhões para projetos em preparação ou implementação no Brasil. Entre eles, programas para potencializar negócios de bioeconomia na Amazônia, expansão do ensino em Florianópolis (SC), investimentos rodoviários no Estado de São Paulo, pecuária sustentável no Mato Grosso, além de uma série de ações federais.

A instituição tem sede em Washington (EUA), representações nos 26 países membros da América Latina e Caribe, além de escritórios em Madri (Espanha) e Tóquio (Japão).

BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)

- Fundado em 1959

- Seus recursos vêm dos seus 48 países membros e de captações nos mercados financeiros, entre outras fontes

- O poder de voto é proporcional ao capital subscrito pelo país

- Os EUA são o país com maior poder de voto na instituição, 30%,

- Brasil e Argentina têm 11,4% ambos

- Cada país membro indica um governador, geralmente, o ministro da Fazenda ou Economia

PAÍSES MEMBROS

Alemanha, Argentina, Áustria, Bahamas, Barbados, Bélgica, Belize, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Israel, Itália, Jamaica, Japão, México, Nicarágua, Noruega, Países Baixos, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido, República da Coreia, República Dominicana, Suécia, Suíça, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela

PRESIDENTE DO BID

- Eleito pela Assembleia de Governadores

- Responsável pela condução do dia a dia

- Nas sessões da diretoria executiva não vota, exceto em caso de empate

Fonte: BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)