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Saiba como as erupções vulcânicas causaram a maior extinção em massa da Terra

·2 minuto de leitura

Por volta de 252 milhões de anos atrás, a Terra sofreu com o seu maior evento de extinção em massa, conhecido como Great Dying (em português, "Grande Morte"). O fenômeno, que marcou a transição do período Permiano para o Triássico, provocou a morte de 90% das espécies marinhas e até 75% dos animais terrestres. Embora muitos cientistas acreditem que a Grande Morte tenha sido provocada por um enorme volume de erupções vulcânicas, isto seria apenas o início de um efeito dominó que levou ao desaparecimento de tantas espécies diferentes, segundo um novo estudo publicado na Nature Communications.

A pesquisa foi desenvolvida através de uma parceria entre cientistas chineses, canadenses e suíços. No artigo, a equipe apresenta os resultados das análises de isótopos de níquel, realizadas em laboratório. As amostras, coletadas no Ártico do Canadá, apresentam as taxas de isótopos de níquel mais leves já registradas em rochas sedimentares.

À medida que vulcões lançavam gases de efeito estufa na atmosfera, os oceanos foram aquecidos ao ponto de não conseguirem conter o oxigênio essencial à vida (Imagem: Reprodução/Universidade de Washington)
À medida que vulcões lançavam gases de efeito estufa na atmosfera, os oceanos foram aquecidos ao ponto de não conseguirem conter o oxigênio essencial à vida (Imagem: Reprodução/Universidade de Washington)

A explicação mais plausível para este cenário é que o níquel, originado em terreno vulcânico, provavelmente foi carregado por partículas de aerossol e, assim, depositado nos oceanos, o que provocou uma mudança drástica na composição química da água.

Segundo Laura Wasylenki, professora associada da Northern Arizona University e co-autora do estudo, os resultados da pesquisa fornecem fortes evidências de que as partículas ricas em níquel foram aerossolizadas e amplamente dispersas, tanto na atmosfera quando nos oceanos. “O níquel é um traço de metal essencial para muitos organismos, mas um aumento na abundância de níquel teria levado a um aumento incomum na produtividade de metanógenos, microorganismos que produzem gás metano”, explica Wasylenki. O considerável aumento de metano teria sido prejudicial para todas as formas de vida dependentes de oxigênio.

O mapa mostra a localização da área de estudo, ao norte do Canadá (Imagem: Reprodução/Laura Wasylenki/NAU)
O mapa mostra a localização da área de estudo, ao norte do Canadá (Imagem: Reprodução/Laura Wasylenki/NAU)

Os dados da pesquisa fornecem uma ligação direta entre a dispersão global de aerossóis ricos em níquel, mudanças da química do oceano e o evento de extinção em massa, conforme aponta Wasylenki. Além disso, eles indicam que a degradação ambiental teria começado bem antes da Grande Morte — cerca de 300 mil anos antes. Até então, a conexão entre esses fatores era imprecisa, mas “agora temos evidências de um mecanismo específico de morte”, disse o pesquisador.

Os resultados do estudo foram publicados na Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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