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Saiba como a educação financeira ajudar a evitar golpes

Uma pesquisa da Serasa Experian apontou que entre os meses de junho de 2021 e junho de 2022 houve mais de 4,6 milhões de tentativas de fraude. Desse total, mais de 57% têm como alvo o setor bancário e de cartões, o que comprova que é necessário adotar novas medidas de segurança dentro do setor de pagamentos e, além disso, investir em educação financeira.

“A carteira digital é um meio de pagamento seguro, os dados pessoais são criptografados em um alto nível de proteção de várias camadas”, explica o CEO da empresa de pagamentos Meep, Samuel Ferreira. “Quando é realizada uma transação por aproximação, o empreendedor não tem acesso a nenhuma informação que está inserida dentro do aplicativo, ajudando a evitar fraudes", diz.

Facilitar o consumo pode atrapalhar quem não teve educação financeira adequada

De acordo com Ferreira, facilitar o consumo é algo ideal para fidelizar clientes, um exemplo disso são os pagamentos por aproximação e com carteiras digitais nos smartphones. “Com esses recursos é possível acompanhar o que foi vendido, as transações são creditadas na conta da empresa por meio de criptografia, evitando fraudes”, explica o especialista.

Mesmo que um aparelho seja roubado, a maior parte das carteiras exige um segundo nível de autenticação para que uma compra seja realizada. “Nenhuma informação pessoal pode ser acessada, já que é amparado por um eficiente sistema de segurança”, diz o executivo. Esse ambiente é essencial em um país com uma tentativa de golpe a cada 16 segundos.

Golpes estão cada vez mais digitais

Segundo dados da Serasa Experian, em 2021, os golpes com abordagem pela internet cresceram 80% em comparação com 2020. Os mais afetados são pessoas com idades entre 36 e 50 anos, com larga distância para as pessoas de 26 a 35 anos. O que essas pessoas têm que as tornam tão vulneráveis? Estão incluídas no mundo virtual, mas são menos educadas financeiramente.

“A falta de conscientização de finanças na realidade do brasileiro abre brechas para que golpes e fraudes ganhem cada vez mais espaço no dia a dia”, explica o diretor da Multimarcas Consórcios, Fernando Lamounier. “O erro comum é agir pela impulsividade, não colocando em perspectiva a longo prazo suas atitudes e gastos”, completa ele.

Cuidado com o impulso

De acordo com o especialista, os golpistas sempre vão tentar tirar proveito da impulsividade das pessoas, seja do ponto de vista psicológico, seja por conta da insegurança financeira pessoal. Por isso, segundo o executivo, é importante dar uma maior atenção para a educação financeira, com ações como ter atenção na hora de comprar, analisar comportamentos suspeitos e manter a calma.

Mas a falta de educação financeira não traz riscos apenas para os consumidores, empresas no setor de finanças, seguros, varejo e tecnologia são alvos comuns de crimes digitais e enfrentam desafios impostos pela tecnologia, relacionadas a cibersegurança e dificuldades operacionais dos usuários. Por isso, atenção ainda é algo fundamental para evitar ações de criminosos.

Fonte: Canaltech

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