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Black Friday | Como saber se uma loja é confiável?

A Black Friday se aproxima e, no calendário, já vale marcar o dia 25 de novembro. A tradição americana, que desembarcou no Brasil nos últimos anos, costuma trazer bons preços. Entretanto, o período também vem acompanhado de uma enxurrada de tentativas de golpes. Sendo assim, é comum surgir a dúvida: como saber se uma loja é confiável?

Durante o período de ofertas, é preciso estar atento a sites que não são exatamente o que parecem, ou que tentam encantar os consumidores com preços bem abaixo do padrão. Seguir alguns passos simples e fazer um pouco de pesquisa são atitudes importantes para quem não quer ter problemas. Veja dicas para aproveitar a onda de descontos com tranquilidade.

7 dicas para saber se uma loja é segura

1. Pesquise em sites de reclamações e em redes sociais

Usar alguns mecanismos de busca e plataformas como o Twitter e o Facebook, são caminhos rápidos para entender o nível de satisfação dos clientes com as lojas online. No Twitter, uma pesquisa pelo nome da loja pode trazer comentários e reclamações dos consumidores. Vale fazer uma busca pelo estabelecimento junto com o tipo de produto buscado, para refinar os resultados apresentados.

Já no Facebook, o caminho está nas postagens feitas pela empresa, cujos comentários podem incluir clientes tentando ser ouvidos — vale prestar atenção na maneira como a empresa responde ou se as reclamações nunca recebem retorno.

Existem, também, serviços como o Reclame Aqui, focados em fazer a intermediação de reclamações, entre consumidores e empresas, nos casos em que uma conversa com o serviço de atendimento não solucionou o problema. Pela plataforma, é possível saber quais são os maiores índices de problemas dos clientes em cada loja e, também, se a companhia responde ou não às solicitações.

Além disso, o consumidor pode acessar relatos de problemas específicos e entender de que forma o estabelecimento lidou em cada caso. Em adição, um índice geral de satisfação, que envolve não apenas a experiência de compra em si, mas também a resolução de eventuais questões, fica disponível na página.

Na soma de tudo isso, fica a avaliação. Será difícil encontrar um estabelecimento que não tenha absolutamente nenhum tipo de queixa de seus clientes, mas a quantidade delas indica se os problemas são comuns ou não. Sendo assim, prestar atenção na forma como o comércio online lida com os usuários, a velocidade nas respostas e a prestatividade das soluções dadas são fatores que ajudam a saber se uma loja é confiável.

2. Confira a lista do Procon de sites não recomendados

O Procon indica, em uma lista atualizada, sites que devem ser evitados pelo consumidor. Os endereços que constam na página tiveram reclamações registradas pelos compradores, receberam notificações do órgão, mas não responderam ou não foram encontrados.

A listagem é organizada em ordem alfabética, de acordo com o endereço (URL) do site. É possível checar, também, o nome da empresa ou responsável, CNPJ/CPF, a data de inclusão e a situação da página — se está fora do ar ou não.

3. Fique de olho nos preços

Uma prática comum de lojas pouco confiáveis na Black Friday é vender produtos por “metade do dobro”. Ou seja, aumentar os preços dos produtos nas semanas anteriores à temporada de ofertas, para então, na semana derradeira, reduzir os valores para o preço original, alegando ser uma promoção.

Sites comparadores de preços, porém, podem ajudar a detectar esse tipo de comportamento. Dois bons exemplos de sites para isso são o Zoom e o Buscapé. Em ambos, é possível buscar por produtos e, em páginas dedicadas, ver um gráfico com a variação de preço dos itens, seja nos últimos dias ou ao longo dos seis meses anteriores.

Além disso, os comparadores de preços podem indicar os menores valores já oferecidos por um produto específico, ajudando a entender se aquela oferta realmente é vantajosa ou se dá para esperar mais um pouco para obter um valor ainda menor.

Por fim, as plataformas oferecem ainda um serviço de alertas, no qual o usuário pode inserir quanto deseja pagar por um item, sendo avisado por e-mail quando aquele valor estiver disponível.

Fique atento à flutuação de preços na Black Friday (Imagem: Geralt/Pixabay)
Fique atento à flutuação de preços na Black Friday (Imagem: Geralt/Pixabay)

4. Navegue com segurança: sites oficiais e conexão criptografada

Os valores e supostas promoções não são a única preocupação dos clientes na hora de comprar na Black Friday. Aproveitando as buscas incessantes por descontos, golpistas podem criar sites falsos para roubar dados pessoais dos clientes, incluindo versões que simulam a aparência de grandes varejistas e podem enganar os clientes mais desatentos.

Via de regra, um dos principais caminhos para garantir a confiabilidade em um marketplace é sempre acessar endereços oficiais, que costumam trazer o nome do estabelecimento seguido de “.com.br”.

Ao visitar um site, vale conferir a presença de um cadeado, na parte superior do navegador, ao lado da URL. Clicando no ícone, você tem acesso a mais detalhes da loja acessada — e uma confirmação de que o site é seguro, oferecendo protocolos de segurança ativos, para que as informações compartilhadas pelos clientes não sejam interceptadas por terceiros.

Muitas vezes, entretanto, ofertas especiais podem ser obtidas a partir de um link específico, o que exige cautela adicional — ainda assim, dificilmente, uma página desse tipo terá um endereço muito diferente do oficial ou estará hospedada em um servidor não relacionado. Então, vale prestar uma atenção extra em links recebidos por redes sociais ou mensageiros instantâneos, para não ter prejuízos.

5. Confira os dados da loja

A legislação brasileira garante aos clientes acesso aos dados de lojas online, que sempre devem constar de forma visível, no rodapé ou em uma seção específica do site oficial. Basta rolar a página até o final para ter acesso a informações como CNPJ, endereço, razão social e até telefone. Caso tais informações não estejam presentes, desconfie desde o início.

A presença de tais informações, entretanto, não são uma garantia. Vale a pena procurar endereços no Google, verificando para onde exatamente os dados apontam; ou dar uma olhada no site da Receita Federal para checar as informações de CNPJ.

Desconfie de cadastros baixados, irregulares ou que não podem ser encontrados no sistema, assim como localidades que levem a prédios residenciais, terrenos baldios ou que não existam em serviços de mapas.

Confira os dados da loja, antes de fazer a compra (Imagem: Agence Olloweb/Unsplash)
Confira os dados da loja, antes de fazer a compra (Imagem: Agence Olloweb/Unsplash)

6. Observe prazos de entrega e políticas de troca

Prestar atenção nos detalhes da compra é uma boa via para evitar dores de cabeça no pós-venda. Produtos de grande procura, por exemplo, podem ter prazos de entrega maiores em alguns casos. Outra possibilidade é o estabelecimento vender, de forma antecipada, itens que ainda não tem no seu estoque, causando a demora no frete.

Além disso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quem faz compras online tem até sete dias, a partir do recebimento, para solicitar a troca ou devolução de valores em caso de desistência ou defeito, já que o cliente não viu de perto o item que adquiriu. A legislação também estabelece um prazo de 30 dias para reclamações de problemas em produtos não-duráveis e até três meses para itens duráveis.

Ainda assim, é recomendável ficar atento à condições especiais de garantia dos fabricantes e estabelecimentos, bem como condições especiais para troca e devolução de produtos, usando serviços postais ou de entrega. Certifique-se, ainda, de guardar comprovantes de compra, notas fiscais e demais documentos, para que possam ser localizados e apresentados de maneira fácil, caso seja necessário.

7. Acesse o Canaltech Ofertas e compre com segurança

A equipe especializada do Canaltech Ofertas segue os passos de segurança e pode poupá-lo de todo o trabalho, garantindo que você aproveite as suas compras de Black Friday ao máximo. Para ter acesso a cupons de desconto e ofertas, fique atento também aos grupos do WhatsApp e Telegram.

Fonte: Canaltech

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