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Saiba como a China quer trazer amostras de Marte para a Terra em 2030

·3 min de leitura

Com base no sucesso se suas recentes missões enviadas à Lua e a Marte, a China está desenvolvendo uma complexa missão para coletar e trazer amostras do Planeta Vermelho para a Terra. Ao que tudo indica, tal missão deve receber o nome de Tianwen-2 — sequência da atual Tianwen-1 — e pode ser lançada em 2028, retornando com as amostras marcianas por volta de 2030.

As informações foram apresentadas pelo designer-chefe da missão Tianwen-1, Zhang Rongqiao, durante o Fórum Tecnologia e Aplicação de Exploração Espacial Profunda, que aconteceu em Shenzen. Até então, a Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês) planeja lançar a missão através de um único foguete, mas a recente declaração de Rongqiao indica algumas mudanças neste plano.

Long March 5 lançando a sonda Chang'e-5 no final de 2020 (Imagem: Reprodução/Jeff Dai (TWAN))
Long March 5 lançando a sonda Chang'e-5 no final de 2020 (Imagem: Reprodução/Jeff Dai (TWAN))

Em vez de lançar a missão a bordo do poderoso foguete chinês Long March 9, já em desenvolvimento, ela pode ser enviada a partir de dois outros lançadores com longa experiência. Segundo Rongqiao, o foguete Long March 3B lançará uma sonda e um veículo de ascensão dentro de um escudo térmico acoplado ao módulo de propulsão. Enquanto isso, o foguete Long March 5 seria o responsável por carregar ao espaço um orbitador e a cápsula de reentrada.

Os objetivos desta missão já estavam incluídos nos planos de desenvolvimento da CNSA para o período entre 2021 e 2025. O valor científico das rochas marcianas trazidas à Terra seria inestimável, pois, a partir delas, os cientistas poderão compreender melhor a composição geológica do Planeta Vermelho e, quem sabe, encontrar evidências de vida antiga no passado do planeta.

No entanto, a CNSA não é a única a trabalhar em uma missão de retorno de amostras de Marte. O rover Perseverance, da NASA, que pousou em Marte em fevereiro deste ano, já coletou suas primeiras amostras do solo marciano. Enquanto isso, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência norte-americana trabalham juntas em uma missão de "resgate" dessas amostras, com lançamento previsto para 2026 e que pode trazer o material até 2031.

Rover Zhurong da missão chinesa Tianwen-1 (Imagem: Reprodução/Reprodução/CNSA/CLEP)
Rover Zhurong da missão chinesa Tianwen-1 (Imagem: Reprodução/Reprodução/CNSA/CLEP)

Em julho de 2020, a China realizou sua primeira missão interplanetária de maneira independente, pousando o rover Zhurong em Marte. O rover, movido a energia solar, demonstrou um ótimo desempenho nas tecnologias envolvidas em processos cruciais como entrada, descida, pouso, escudo térmico, paraquedas, sistemas de sensores e retropulsão. Já em novembro do mesmo ano, a missão Chang'e- 5 foi enviada a Lua e, cerca de três semanas depois, retornou com novas amostras lunares.

A experiência chinesa com essas missões é crucial para desenvolver o sistema de coleta e retorno de amostras de Marte, mas será necessário ir muito além destas tecnologias para garantir o sucesso. “Precisamos de cerca de dois a três anos para lidar com as tecnologias principais antes de conduzir o desenvolvimento de engenharia”, disse Rongqiao. Ao contrário da missão conjunta da NASA com a ESA, a CNSA usará um módulo de pouso para extrair rochas, e não um rover, já que desenvolver um veículo robótico do tipo envolve um projeto muito mais complexo.

Mas, antes de tudo isso, a China planeja uma missão em 2024 para coletar amostras de um asteroide próximo à Terra, o Kamoʻoalewa, utilizando dois métodos de amostragem separados antes de trazê-las para a Terra. Em seguida, a missão, temporariamente chamada Zheng He, será encaminhada para o cometa 311P/PANSTARRS, localizado no cinturão principal de asteroides.

Fonte: Canaltech

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