Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.232,74
    +1.308,56 (+1,22%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.563,98
    +984,08 (+1,98%)
     
  • PETROLEO CRU

    113,71
    -0,49 (-0,43%)
     
  • OURO

    1.823,60
    +9,60 (+0,53%)
     
  • BTC-USD

    30.138,57
    -1.058,77 (-3,39%)
     
  • CMC Crypto 200

    667,04
    +424,36 (+174,87%)
     
  • S&P500

    4.008,01
    -15,88 (-0,39%)
     
  • DOW JONES

    32.223,42
    +26,76 (+0,08%)
     
  • FTSE

    7.464,80
    +46,65 (+0,63%)
     
  • HANG SENG

    19.950,21
    +51,44 (+0,26%)
     
  • NIKKEI

    26.547,05
    +119,40 (+0,45%)
     
  • NASDAQ

    12.252,75
    +8,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,2772
    +0,0181 (+0,34%)
     

Sagittarius A*: veja a 1ª foto do buraco negro no centro da Via Láctea

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A primeira imagem do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea foi revelada na manhã desta quinta-feira (12), pelo Event Horizon Telescope (EHT). Esta é a segunda vez que a colaboração global consegue registrar imagens de buracos negros — a primeira vez foi em 2019, na histórica foto do buraco negro supermassivo da galáxia M87.

Durante uma conferência à imprensa o EHT, formado em 2015, reuniu especialistas para apresentar a imagem, explicar o processo que levou à sua captura e contar um pouco sobre o objeto no coração da nossa galáxia. Sagittarius A* (ou Sgr A*) não é fácil de capturar — nenhum buraco negro é, mas este apresentou desafios peculiares.

Uma das principais dificuldades é a poeira densa e opaca no centro galáctico, que impede a radiação emitida pelo ambiente ao redor do buraco negro de chegar até nossos telescópios. Outro problema é a intensidade dessa radiação: o Sgr A* não é tão ativo quanto o M87*.

Por fim, como estamos na própria Via Láctea, é mais difícil "enxergar" os objetos dentro dela. O centro galáctico está a cerca de 26 mil anos-luz de distância de nós, e, no meio do caminho, há muita matéria. Mesmo assim, o EHT conseguiu, com a ajuda de observatórios de todo o mundo, capturar a fraca luz que consegue atravessar toda essa matéria, e formar a imagem abaixo:

A primeira imagem do buraco negro supermassivo Sagittarius A* (Imagem: Reprodução/EHT Collaboration)
A primeira imagem do buraco negro supermassivo Sagittarius A* (Imagem: Reprodução/EHT Collaboration)

O que estamos observando nessa imagem é, na verdade, o gás ao redor do buraco negro, formado por matéria que se aproximou demais do objeto e gira ao seu redor em velocidade próxima à da luz. O buraco negro, em si, é a sombra que vemos dentro do anel luminoso.

Assim como a imagem do buraco negro da galáxia M87*, essa foto não é tão impressionante quanto as simulações da NASA, ou o que vemos em filmes de ficção científica. Para alguns, pode parecer uma imagem "ruim", ou de baixa resolução, mas trata-se de um feito histórico e importante para a ciência humana. E o EHT é a única iniciativa capaz de realizá-lo.

Qual a importância da imagem do buraco negro Sagittarius A*?

Essa imagem é o conjunto de muitas imagens capturadas por vários observatórios, então a primeira implicação da foto é que não restam dúvidas de que o objeto Sagittarius A* é mesmo um buraco negro. Embora os cientistas tenham chegado a essa conclusão há algum tempo (descoberta que, aliás rendeu um Prêmio Nobel a Reinhard Genzel e Andrea Ghez em 2020), ainda havia estudos propondo que o Sagittarius A* seria matéria escura, entre outras sugestões.

Cientistas esperavam estudar a órbita das estrelas que orbitam o Sgr A*, conhecidas como estrelas S, para obter uma conclusão definitiva sobre o assunto. Entretanto, a imagem do EHT veio primeiro e parece não deixar mais dúvidas.

Por fim, as observações ajudarão os cientistas em novos estudos sobre buracos negros e em futuros testes da relatividade geral naquilo que é conhecido como os campos gravitacionais mais poderosos do universo, os buracos negros. Estudos sobre o disco de acreção de matéria (o anel alaranjado da imagem) e emissão nas bordas deverão trazer novas percepções sobre esses objetos incríveis.

Como tirar foto de um buraco negro?

O EHT é uma colaboração global que conectou oito observatórios de rádio ao redor do planeta para formar um único telescópio virtual do “tamanho da Terra”. Em 2017, eles observaram a região central da Via Láctea e obtiveram várias imagens da fonte de rádio conhecida como Sagittárius A*.

Essa imagem, na verdade, é a média de milhares de imagens criadas usando diferentes métodos computacionais. Todos eles se ajustam com precisão aos dados obtidos pelo EHT. É importante lembrar que as cores são falsas, porque os dados são obtidos principalmente em rádio, invisível aos olhos humanos.

Assim, a imagem média retém os recursos mais comuns detectados nas milhares de imagens obtidas e exclui os recursos que aparecem com pouca frequência. O vídeo acima ilustra este processo, comparando com o mesmo método usado para o buraco negro da galáxia M87.

A rede de observatórios usada inclui o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA); Atacama Pathfinder EXperiment (APEX) no deserto de Atacama no Chile; Telescópio IRAM de 30 metros; James Clark Maxwell Telescope (JCMT); Large Millimeter Telescope (LMT); Submillimeter Array (SMA); Submillimeter Telescope (SMT) e o South Pole Telescope (SPT).

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos