Saúde, transportes e marinheiros entram em greve contra cortes na Grécia

Atenas, 31 jan (EFE).- Os hospitais e centros médicos, os transportes, o setor naval, a companhia pública de eletricidade e vários órgãos públicos na Grécia permanecerão nesta quinta-feira paralisados devido a várias greves setoriais em protesto contra os cortes derivados dos acordos do governo do conservador Antonis Samaras com a troika.

Os médicos e funcionários da saúde em geral decretaram uma greve de 24 horas, que se estende a 48 horas no caso dos médicos particulares inscritos ao sistema público de saúde, contra as reformas do sistema, que os sindicatos acham que levarão a um sucateamento, demissões e cortes salariais.

Hoje, os hospitais só manterão os serviços de urgência. Além disso, a confederação de sindicatos de trabalhadores do setor público, ADEDY, convocou todos os funcionários a uma greve parcial de meio-dia (de ontem) até o final do turno matinal em solidariedade com os empregados do sistema nacional de saúde.

Por volta do meio-dia (de hoje), há uma convocação de manifestação no centro de Atenas.

Os trabalhadores de ônibus e bondes urbanos, assim como as ferrovias nacionais e próximas, também realizam hoje uma greve contra a recusa do governo a estender os convênios coletivos do setor e a sua intenção de reduzir os salários.

Do transporte público, apenas o metrô e o bonde de Atenas funcionarão hoje, já que seus funcionários estão sujeitos a um decreto de mobilização forçosa aprovado na semana passada pelo Executivo para acabar com uma greve de nove dias.

Os sindicatos dos meios de transporte farão vários protestos em toda a região de Atenas.

Já os trabalhadores da Empresa Pública de Eletricidade (DEI) se declararam em greve em solidariedade aos empregados dos transportes públicos.

As barcas também permanecerão atracadas aos portos hoje devido à greve de 48 horas convocada pelo sindicato de marinheiros contra uma nova lei que permitirá às empresas de navegação reduzir o efetivo de funcionários durante as baixas temporadas.

Por outro lado, os trabalhadores dos estaleiros de Elefsina, que fazem protestos e greves há semanas pela falta de pagamento dos salários, ameaçavam bloquear hoje a estrada nacional entre Atenas e Corinto, uma das áreas industriais mais importantes da Grécia.

Os agricultores, por sua vez, que protestam contra a alta de impostos e do preço dos combustíveis, há três dias ameaçam bloquear a estrada entre a capital grega e Salônica, a segunda maior cidade do país, e dezenas de tratores permanecem em vários pontos da estrada prontos para fechá-las ao tráfego a qualquer momento. EFE

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