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Saída de SPACs mostra que Wall Street vê risco, diz chefe da SEC

(Bloomberg) -- A retirada de Wall Street de acordos envolvendo empresas de cheques em branco sinaliza que as principais instituições financeiras estão preocupadas com os riscos regulatórios associados às transações, segundo o presidente da Securities and Exchange Commission dos EUA, Gary Gensler.

Gensler não quis mencionar bancos específicos, mas seus comentários sobre esse setor até pouco tempo aquecido segue decisões do Goldman Sachs, Bank of America e Citigroup de se distanciarem de negócios envolvendo empresas de propósito específico para aquisições, conhecidas como SPACs.

A preocupação com uma repressão da SEC, a CVM dos EUA, levou o Goldman a se retirar de boa parte dos negócios de SPACs e o Bank of America encerrou seu relacionamento com alguns dos veículos, segundo reportagem da Bloomberg News na segunda-feira.

As regras que o regulador propôs em março visam garantir maior escrutínio das transações de SPACs e dos envolvidos, de acordo com Gensler. Essa proposta reforçaria a supervisão do mercado, exigiria que as empresas de cheques em branco divulgassem mais informações sobre potenciais conflitos de interesse e imporia novas responsabilidades aos bancos que subscrevem as transações.

Alguns participantes do mercado achavam que talvez pudessem adotar regras diferentes para os IPOs de empresas adquiridas por SPACs em relação às ofertas públicas iniciais tradicionais, disse Gensler em entrevista à Bloomberg em Washington. “O mercado descobriu que não é necessariamente menos caro e não é necessariamente mais oportuno”, disse.

Para Wall Street, um grande problema com a proposta da SEC é que ela tornaria mais fácil para investidores processarem os bancos, alegando projeções falsas.

Os subscritores de IPOs de SPACs também seriam considerados como tendo um papel semelhante na compra de uma empresa-alvo pelo SPAC - uma transação conhecida como de-SPAC. Essa leitura poderia representar um risco direto para os bancos de investimento.

O Bank of America não quis comentar, enquanto o Goldman disse que está reduzindo seu envolvimento “em resposta à mudança no ambiente regulatório”. O Citigroup pausou novos SPACs dos EUA, informou a Bloomberg no mês passado.

O De-SPAC Index - que acompanha 25 empresas que abriram capital através de SPACs - despencou. Os SPACs listados nos EUA levantaram US$ 679,3 milhões por meio de ofertas públicas iniciais em abril, 89% menos que a média mensal de US$ 5,95 bilhões no ano passado, segundo dados da Bloomberg.

Gensler disse que as mudanças de regras propostas pela SEC garantiriam que as metas de aquisição de SPACs sejam tratadas da mesma forma que as ofertas públicas iniciais tradicionais. “Semelhantes devem ser tratados da mesma forma”, disse.

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