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Sócio da Precisa diz à PF que Elcio Franco 'cobrava entrega' da vacina Covaxin

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA - O sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o coronel Elcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, fez cobranças pela entrega da vacina indiana Covaxin, que havia fechado contrato com o ministério para fornecimento por intermédio da Precisa.

Em seu depoimento, Maximiano negou irregularidades na negociação, disse que o preço de US$ 15 por dose da vacina, o mais caro contratado pelo Brasil, foi definido internacionalmente pelo laboratório indiano Bharat Biotech, responsável pela fabricação do imunizante. Ele afirmou ainda que coube à Bharat a elaboração de documentos de importação, que geraram suspeitas de irregularidades. O GLOBO teve acesso ao vídeo do depoimento, prestado no inquérito da PF que apura suspeitas de irregularidades na Covaxin.

- Estive em reuniões no ministério pra discutir as questões da entrega. Ele era uma das pessoas que nos cobrava aí a entrega. Aliás aquele era um momento em que todo mundo queria a vacina. Então conheço, mas sempre nas instalações do ministério, em agendas oficiais, devidamente identificado lá na portaria - afirmou.

A Covaxin entrou na mira da CPI da Covid após os senadores terem constatado que foi a vacina mais cara adquirida pelo Brasil, o quádruplo da AstraZeneca, por exemplo. A comissão parlamentar tenta apurar como a representante da fabricante no Brasil, a Precisa, lucrou com a transação avaliada em R$ 1,6 bilhão para fornecer 20 milhões de imunizantes e se houve repasses de vantagem indevida a agentes públicos. O contrato da vacina, que foi cancelado, também é alvo de investigação do Ministério Público Federal. Ao fim, nenhuma vacina foi entregue e nada foi pago.

Questionado sobre uma reunião em novembro do ano passado com o Ministério da Saúde, na qual houve previsão de que o preço da Covaxin fosse de US$ 10, Maximiano afirmou que não houve uma oferta da vacina naquela ocasião porque ainda não era possível saber qual seria o preço final do imunizante.

Ele confirmou ter feito uma visita à Embaixada do Brasil na Índia, em janeiro deste ano, quando tinha viajado ao país para negociações com a Bharat sobre a vacina. Maximiano afirmou que o objetivo da viagem foi informar à embaixada a intenção da sua agenda na Índia e obter apoio.

- Acho que o papel da embaixada é representar o país lá dentro, inclusive os interesses econômicos, então não vi nada de irregular nessa visita - afirmou.

Maximiano foi questionado sobre a produção de três documentos "invoice" enviados ao ministério para dar início ao processo de importação, que continham erros e suspeitas de irregularidades, como a previsão de pagamento antecipado apesar de o contrato estipular que o pagamento só seria feito após entrega dos imunizantes. Ele afirmou que esses documentos foram produzidos pela Bharat e que não havia previsão de pagamento antecipado pelas doses do imunizante.

- Em nenhum momento passou pela nossa cabeça que alguém daria um visto e seriam creditados US$ 45 milhões na nossa conta, na conta da Bharat - disse.

Questionado sobre a existência de erros de grafia em palavras em inglês que constavam nesses documentos, Maxiamiano disse não saber explicar.

- Eu não sei dizer o por quê - afirmou.

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