Mercado fechado
  • BOVESPA

    101.259,75
    -657,98 (-0,65%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.707,72
    +55,53 (+0,14%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,78
    -0,86 (-2,12%)
     
  • OURO

    1.903,40
    -1,20 (-0,06%)
     
  • BTC-USD

    12.928,73
    +32,14 (+0,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    260,05
    -1,40 (-0,54%)
     
  • S&P500

    3.465,39
    +11,90 (+0,34%)
     
  • DOW JONES

    28.335,57
    -28,09 (-0,10%)
     
  • FTSE

    5.860,28
    +74,63 (+1,29%)
     
  • HANG SENG

    24.918,78
    +132,65 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    23.516,59
    +42,32 (+0,18%)
     
  • NASDAQ

    11.669,25
    +19,50 (+0,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6639
    +0,0538 (+0,81%)
     

'Só pedi para ele se entregar', conta a mãe de um dos presos por manter uma mulher refém próximo ao São Carlos

Felipe Grinberg e Rafael Nascimento de Souza
·3 minutos de leitura
William Oliveira, de 26 anos: homem foi preso após longa negociação por manter uma mulher refém dentro de casa no Estácio
William Oliveira, de 26 anos: homem foi preso após longa negociação por manter uma mulher refém dentro de casa no Estácio

Na manhã desta quinta-feira, quando atendeu seu telefone, Andréia Araújo, do outro lado da linha, ouviu uma voz familiar pedindo ajuda. Era seu filho, William Araújo, de 26 anos, que, naquele momento, fazia uma mulher de refém na Rua Maia Lacerda, no Estácio, após a fuga do Complexo do São Carlos, durante a guerra do tráfico, ser frustrada. Dona Andréia acompanhou toda a negociação para a rendição do grupo, que acabou preso pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira.

Entre os contatos por telefone que teve com o filho, o que ela mais dizia era para ele se entregar sem machucar a refém:

— Eu só pedia para ele se entregar. Era a única forma de ele sair vivo. Perguntei se ele queria morrer ali dentro ou se entregar — contou.

A mãe relatou também que seu filho se mudou há alguns meses para a casa dos avós em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, e não sabia que ele estava envolvido com o tráfico de drogas. A esposa de William, grávida, estava em Itaboraí e também se disse surpresa com ocorrido:

— Ele trabalhava como moto táxi lá e tinha ido justamente para tentar uma vida melhor lá — lamentou a mulher, que chorou quando viu o filho algemado.

Outros parentes de William também estavam por lá. Após notar que a residência estava cercada, os quatro criminosos ligaram para as famílias dizendo que queriam a presença da imprensa e de advogados. A tia de William, a dona de casa Ana Lúcia Crispim, de 54 anos era uma delas.

— Pensávamos que ele estivesse na casa da avó. Depois, ele ligou dizendo que queria se entregar e ficamos sem entender. Ele trabalhava como mototáxi. Ele é filho da minha irmã e pediu para a gente viesse para cá. Não sabíamos que ele tinha envolvimento com o crime. Ele sempre trabalhou, mas eu não sei o motivo que ele fez isso — disse a tia aos prantos. — Fomos pegos de surpresa, não sabíamos que ele estava junto. Até então, ele deveria estar em Rio das Ostras. É uma dor imensurável — completou.

Na tarde desta quinta-feira, a Polícia Militar passou a vasculhar casas atrás de traficantes que estariam fazendo moradores reféns. Os PMs descobriram que um bando mantinha uma mulher ferém num sobrado na Rua Maia Lacerda, no Estácio, perto do prédio onde aconteceu um primeiro caso na manhã desta quinta-feira. Depois de quase uma hora de sequestro, por volta das 16h, a moradora foi libertada e quatro criminosos foram presos.

Desde quarta-feira, o Rio vivencia horas de pânico e terror em decorrência da guerra entre facções pelo controle de favelas na região central da cidade. Da tarde de quarta-feira, dia 26, até a manhã desta quinta-feira, dia 27, houve confronto na Lagoa e no Humaitá, na Zona Sul, um forte tiroteio no Complexo do São Carlos, que resultou em uma mulher morta quando tentava proteger o filho de tiros, e um criminoso em fuga, que fez uma família de refém nesta madrugada, em um condomínio no Rio Comprido, na Zona Norte.

No início desta tarde, nova investida dos bandidos: uma intensa troca de tiros voltou a ocorrer na região, bandidos fizeram uma senhora refém, próximo às comunidades, e só se entregaram depois de quase uma hora de negociação. Quatro traficantes foram presos. Até o momento, duas pessoas morreram e nove ficaram feridas, durante a série de horror na capital.