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Sétima cirurgia, pandemia, pet e família: como Mayra Aguiar superou dramas pessoais pela terceira medalha em Olimpíadas

·2 minuto de leitura

TÓQUIO - O choro de Mayra Aguiar ao vencer a sul-coreana Hyunji Yoon tem como pano de fundo muito mais que a conquista de sua terceira medalha olímpica. A judoca superou uma série de dramas que envolveram um cirurgia no joelho, o adiamento dos Jogos e a pandemia da Covid-19 até fazer história entre atletas brasileiras.

— Estava muito entalado, sabe? Foi muito tempo de superação. Hoje, poder concretizar com uma medalha é muito importante para mim. É a maior conquista que já tive na carreira, por tudo que aconteceu, tudo que vivi. Estar com isso concretizado é muito gostoso, é muito bom — diz a judoca.

Mayra passou por uma cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo no fim de 2020, a sétima operação de sua carreira, e viu sua participação nos Jogos de Tóquio em risco. A possibilidade de não poder disputar a modalidade na casa onde ela nasceu, no icônico Nippon Budokan, foi um duro golpe físico e mental na carreira da atleta.

Mesmo com a cirurgia, a gaúcha diz que a pandemia foi a pior parte do momento pré-Olimpíada. Mayra credita a superação à família — em especial à mãe e à irmã, fisioterapeuta — e ao namorado, além de prestar agradecimentos à estrutura no clube (o Sogipa, de Porto Alegre) e ao apoio seus companheiros de treinamento .

— O principal realmente foi a pandemia. A cirurgia veio como aquele extra ruim. Foi bem difícil mesmo. É quando está tudo ruim e você fala "não tem como piorar", mas piora. Foi tudo isso que vivi. Foi uma briga psicológica todos os dias, em todos os momentos, desde que me machuquei até o momento de hoje. Foram altos e baixos, que nem uma onda. Momentos de pânico, de terror, de felicidade, de ver que está melhorando, e daqui a pouco cai de novo.

A recuperação da atleta também tem a ver com a cadelinha Belly. Mayra adotou a pet durante a pandemia. Além da família e do namorado, foi Belly quem fez companhia à ela durante os momentos de solidão. No Instagram da judoca, o animalzinho aparece em alguns registros do dia a dia fora do tatame.

— Na época da cirurgia eu não consegui fazer nada, então eu poder cuidar de um animalzinho, dar um suporte para alguém, ver alguém melhorando por minha causa, isso me fez muito bem também. Minha irmã nem se fala, está comigo em todos os momentos, é fisioterapeuta, então nesse momento foi muito importante tê-la comigo. Nesse momento eu abusei dela, coitadinha, mas ela tá com essa medalha no peito junto comigo. Meu namorado também, me aguentou de TPM, dieta, um ranço e ele me aguentando. Não sei como aguenta. Minha mãe, que em todas as cirurgias estava lá, e foram sete, segurando a minha mão, chorando junto, fazendo minha comida. Todas elas são de extra importância e quero colocar a medalha no peito delas, vocês também são medalhistas olimpicos. Eu não conseguiria se não fossem vocês.

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