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Sérvia conta com apoio da China para liderar vacinação na Europa

Misha Savic e Andrea Dudik
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, diz que o status do país de líder da Europa continental na distribuição de vacinas é resultado da estratégia de olhar tanto para o leste quanto para o oeste.

O êxito do país dos Bálcãs surpreende quando a União Europeia enfrenta atrasos na vacinação. No entanto, o histórico da Sérvia de equilibrar interesses geopolíticos dá frutos em um momento crítico.

A Sérvia tem sido uma ponte importante para o acesso da China à Europa, enquanto o país também é um tradicional aliado da Rússia e aspira a aderir à UE. Essas relações permitiram diversificar as fontes de vacinas e inocular uma proporção maior da população do que qualquer outra nação da Europa depois do Reino Unido. A Sérvia já vacinou 6,8% de seus 7 milhões de habitantes, mais do que o dobro da proporção na UE.

A maior parte das 1,1 milhão de doses importadas pelo governo sérvio até agora foi fornecida pela estatal chinesa Sinopharm. Vucic diz que sua recusa em se unir a um coro de líderes que criticaram a China em uma conferência de segurança na Alemanha o ajudou a estabelecer boas relações com o ministro de Relações Exteriores, Wang Yi.

“Eu fui o único que não acusou a China de nada, por isso tivemos uma reunião fraterna - o ministro de Relações Exteriores e eu - e, desde então, começamos a receber apoio chinês em relação ao coronavírus e tudo mais”, disse Vucic em pronunciamento televisionado à nação na semana passada.

A rápida distribuição de vacinas para combater a Covid-19 em relação à UE destaca a tensão no continente, e também as possíveis consequências geopolíticas em sua região mais volátil. A abordagem sérvia já tem seguidores na UE: a vizinha Hungria se tornou o primeiro membro do bloco a aprovar vacinas fabricadas pela Rússia e China.

O objetivo da Sérvia é ingressar na UE, embora com um eleitorado já dividido quanto à adesão, e a pandemia poderia empurrar o país para a órbita de potências rivais. Ao mesmo tempo, o governo sérvio prometeu doações de vacinas ao Kosovo e à Bósnia-Herzegovina, expondo novamente as divisões na ex-Iugoslávia que alimentaram as guerras da década de 1990.

A UE se comprometeu a fornecer a seis possíveis membros nos Bálcãs Ocidentais - incluindo a Sérvia - 70 milhões de euros (US$ 85 milhões) para comprar vacinas contra a Covid, mas as entregas enfrentam atrasos. Em vez de esperar pela ajuda da UE, o governo de Belgrado garantiu vacinas diretamente da China, Rússia e EUA.

Ex-ministro da Informação do falecido líder Slobodan Milosevic, Vucic encomendou vacinas de três fornecedores: Sinopharm, Instituto Gamaleya, da Rússia, e da Pfizer-BioNTech.

A Sérvia começou a vacinação em 24 de dezembro, dias antes da UE. O país tem contratos para 6,5 milhões de vacinas, mas a corrida global por imunizantes pode afetar o cumprimento dos acordos, disse Vucic. Nenhuma vacina foi fornecida por meio da iniciativa multinacional Covax, à qual o estado dos Bálcãs também aderiu logo no início.

A chanceler alemã Angela Merkel conversou na segunda-feira sobre a crise com executivos de farmacêuticas e autoridades da Comissão Europeia como parte dos esforços para acelerar a vacinação. Juntos, os 27 estados da UE inocularam 2,9% da população em comparação com 14,7% no Reino Unido e 10% nos EUA, de acordo com o Vaccine Tracker da Bloomberg.

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