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Série 'Insânia' tem Carol Castro como policial e cenas de crime cheias de sangue

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais uma produção do streaming estrelada por um egresso da Globo chega ao público nesta sexta (3). "Insânia", que estreia no Star+, gira em torno da personagem vivida por Carol Castro, que na TV aberta já esteve em novelas como "Mulheres Apaixonadas", "Senhora do Destino" e, mais recentemente, "Órfãos da Terra".

Ela estará em terreno bem distante daquele com o qual se habituou nos folhetins. "Insânia", afinal, retrata a jornada de aparente loucura de sua personagem, uma policial científica que, após um acidente que mata sua filha, é internada contra a sua vontade num hospital psiquiátrico.

Ao longo dos episódios, no entanto, nos questionamos se de fato a saúde mental de Paula está debilitada -ou se o suposto acidente fatal da filha é parte de uma armação. Acompanhando esse dilema, o público encara um drama que flerta diversas vezes com os gêneros criminal, o suspense e o terror, distantes dos melodramas da televisão tradicional.

A preparação para o papel, também, levou Carol para longe da zona de conforto das mocinhas de novela. Para vestir a farda da agente que interpreta em "Insânia", ela conta que passou três dias acompanhando o trabalho da Polícia Científica do Estado de São Paulo, à espera de uma cena de crime que pudesse visitar --até que receberam uma ligação sobre um feminicídio na zona norte da capital paulista.

"Foi muito intenso estar na pele de um perito. O que a gente viveu naquele dia vai ficar guardado para a vida inteira. E no dia seguinte ainda fomos ao Instituto Médico Legal, para ver o corpo que havíamos resgatado", diz a atriz. "Eu tive uma experiência de estagiário por um dia, foi um trabalho de laboratório muito diferente."

Tudo para saber, nos detalhes, como se portar e reagir numa cena de crime. É uma delas que abre "Insânia", de forma bastante gráfica, que provavelmente não seria vista na TV. Nela, Paula e sua parceira, Camila, são acionadas e dirigem até uma espécie de casarão abandonado, no meio da mata.

A dupla entra num cômodo sujo e mal iluminado e se depara com uma panela. O ensopado ali dentro, com olhos boiando, é só uma fração do horror que testemunham, já que, na sequência, descobrem um frigorífico com várias partes de corpos humanos ensanguentadas e estripadas, penduradas por ganchos.

"A chegada do streaming trouxe uma prateleira distinta de estilos, mostrou que temos um público que gosta de produções de gênero no Brasil. Esse é um caminho natural de crescimento do nosso audiovisual", diz Gustavo Bonafé, diretor de "Insânia", que trabalhou no filme "O Doutrinador".

"É desafiador fazer gêneros com os quais não estamos acostumados, mas existe público para isso, e já existia antes dos streamings. E esse de 'Insânia', o suspense, eu acho que tem uma aderência muito forte no Brasil", complementa a produtora Simoni Mendonça.

De fato, nos últimos meses, foram várias as produções nacionais do sob demanda que se debruçaram sobre o gênero. Policiais -ou ex-policiais- têm comandado investigações na Netflix, em "Bom Dia, Verônica" e "Cidade Invisível", na HBO Max, em "Os Ausentes", e na nacional Globoplay, com seu "Arcanjo Renegado".

Muitas delas, inclusive, se aproximam por levar mulheres fortes a um tipo de trama normalmente dominada por homens viris e broncos. Carol Castro, agora, se junta a um time que pretende desmistificar a masculinidade inerente ao gênero, ao lado de nomes como Tainá Müller e Maria Flor.

"Esse movimento me chamou a atenção, e 'Insânia', em nenhum momento, põe essa mulher num papel fragilizado ou de sensualidade, o que é lugar-comum. Isso eu achei sensacional", diz. "Lá fora isso já é muito mais normal, e condiz muito com o mundo em que a gente está vivendo, de mulheres assumindo novos papéis, derrubando barreiras."

"E para viver essas personagens, nós temos que assumir um outro tipo de postura. Não é uma postura masculina, não. O que a gente precisa é ter uma força diferente, impor respeito -porque isso ainda é necessário."

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