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'Sérias diferenças' com o Irã nas negociações para restaurar o acordo nuclear, diz fonte dos EUA

·2 minuto de leitura
O novo presidente iraniano Ebrahim Raisi em coletiva de imprensa em Teerã, em 21 de junho de 2021

O Irã e as seis potências mundiais que buscam restaurar o acordo nuclear de 2015 passam por "sérias diferenças", disse nesta quinta-feira (24) um alto funcionário dos EUA sob condição de anonimato após a sexta rodada de negociações.

O chefe do Departamento de Estado ressaltou, porém, que Washington ainda acredita que é possível chegar a um acordo, mesmo com o próximo governo do presidente eleito de linha-dura, Ebrahim Raisi.

"Ainda temos diferenças sérias" em pontos centrais, afirmou o funcionário.

Nesse sentido, citou a falta de acordo sobre as medidas que Teerã deve tomar para voltar ao tratado original, conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA), que foi abandonado pelos Estados Unidos em 2018 no então governo de Donald Trump.

Esse acordo implicou um alívio das sanções do Ocidente e das Nações Unidas contra o Irã em troca de seu compromisso de não se munir de uma arma atômica e de uma redução drástica de seu programa nuclear, que ficou sob estrito controle da ONU.

O funcionário indicou que ainda se discutem quais sanções Washington vai atenuar para o Irã, assim como a sequência precisa de ações que serão tomadas caso um acordo seja fechado.

"Nada está acordado até que tudo esteja acordado", disse a fonte. "Não teríamos uma sétima rodada (de negociações) se não acreditássemos que um pacto é possível", acrescentou.

O presidente Joe Biden prometeu devolver os Estados Unidos ao pacto depois de substituir Trump em janeiro, e Washington acredita que o Irã também deseje o retorno.

As negociações foram retomadas em Viena em abril entre o Irã e o Reino Unido, China, Rússia, França e Alemanha, também signatários do JCPOA em 2015.

O negociador da União Europeia, Enrique Mora, disse no domingo que os envolvidos nas negociações estão "mais perto" de salvar o acordo nuclear com o Irã, mas que os pontos críticos permanecem.

A eleição de Raisi na semana passada como presidente do Irã, que assume em agosto, levantou questões sobre sua posição a respeito do assunto.

No entanto, deu seu respaldo explícito na segunda-feira: "Todas as negociações que garantam os interesses nacionais do Irã certamente serão apoiadas". Embora tenha esclarecido que não autorizaria "negociações por prazer" sobre o programa nuclear.

A eleição de Raisi "afeta nossa determinação de chegar a um acordo", declarou o funcionário dos Estados Unidos, acrescentando que "os iranianos até agora foram sérios nas negociações".

No entanto, ele indicou que, embora não haja prazo, as negociações não podem durar para sempre, especialmente se Teerã continuar a avançar seu programa nuclear.

“Com certeza o tempo não é um fator positivo. Esse processo não vai ficar aberto indefinidamente”, disse.

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