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São Paulo 1 x 1 Vasco: tudo muito igual

Mauro Beting
·3 minuto de leitura
Luciano em grande fase - FOTO Buda Mendes/Getty Images
Luciano em grande fase - FOTO Buda Mendes/Getty Images

São Paulo para virar líder (como é pelo aproveitamento de pontos com tantos jogos a disputar ainda do turno incompleto); Vasco para escapar do rebaixamento com um time quase tão limitado quanto a sua limítrofe direção. Claro que o clássico iguala os desiguais. A falta de torcida faz com que o mandante não mande tanto.

Mas as distâncias são menores (ainda que mais achatadas, sem querer ser tão chato). São Paulo e Vasco, estão em páginas de tabela de classificação distintas. Mas, uma vez mais, não pareciam assim tão distantes.

É o pior Brasileirão por pontos corridos já visto. Também pela pandemia. Não apenas por ela. Mas tem bons times como o São Paulo que ainda pode (deve) ser o campeão do turno. E pode mesmo ser hepta nacional em um Brasileirão em que muitos parecem não querer vence o BR-20 pela alternância de poder e pelas limitações da falta de poderio.

Campeonato tão equilibrado e/ou nivelado por baixo que uma vitória parece sempre colocar qualquer equipe na primeira página da tabela ou no 11o. lugar. Repare. Quando pinta a informação na tela da TNT ou pinta a bolinha na Globo, qualquer gol "leva" a equipe da zona do rebaixamento à zona de Sul-Americana. Parece mesmo que, na 38a. rodada, teremos 6 clubes disputando o título, e uns 4 deles podendo ganhar o título ou ser rebaixado ao mesmo tempo.

São Paulo x Vasco foi um desses jogos no Morumbi. Diniz botou quase todo o melhor São Paulo em seu melhor momento em 2020 (e em muitos anos). Mas em mais um desatino defensivo, bola às costas de Reinaldo e do infeliz improviso de Leo e gol de Cano que não perde gols.

Sá Pinto então trancou ainda mais o seu 5-4-1 (com ótima atuação da trinca central) e esperou o São Paulo que pouco veio. Até uma infelicidade fazer a bola sobrar para Luciano mais uma vez não perdoar. Outra escolha muito feliz de elenco do treinador tricolor.

Diniz voltou para a segunda etapa com a alteração óbvia - e que precisa ser mantida: Tchê Tchê pela lateral no lugar do cansado Juanfran. Vítor Bueno para abrir pelo lado, com Sara para fazer o meio por Luan (o grande responsável pelo maior equilíbrio defensivo são-paulino). Mas o Vasco, mesmo tão limitado e também desfalcado, pouco permitiu. Lucão fechou o gol. As bolas espetadas vascaínas criaram quase os mesmos perigos que o São Paulo. Mesmo bastante dinâmico, até com troca de funções entre Daniel Alves e Tchê Tchê, pouco oportunizou (para usar um termo moderninho...).

Diniz tentou bastante. Terminou com Sara de lateral-esquerdo, Reinaldo na zaga, Hernanes com Tchê Tchê por dentro, e até no desespero de apostar em Trellez com Pablo lá no araque. Não rolou. Também por méritos defensivos vascaínos.

Ainda falta algo ao São Paulo. Era jogo para fazer mais e fincar bandeira tremulando no topo. Não foi. Mas como tem faltado muita coisa aos rivais, segue muito firme no páreo aberto por todos os candidatos ao título. Ou à fuga do rebaixamento, como alguns parecem ao mesmo tempo.