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São Paulo terá hospitais de campanha no Pacaembu e no Anhembi

Leila Souza Lima

Medida deve elevar em 1.800 o número de leitos de baixa complexidade e praticamente dobrar as vagas de UTI A prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que pretende adaptar locais públicos como o Estádio do Pacaembu e o Parque Anhembi para transformá-los em hospitais de campanha no combate da epidemia de coronavírus.

Segundo o prefeito Bruno Covas, a iniciativa deve resultar num adicional de 1.800 leitos de baixa complexidade e 490 Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), praticamente dobrando os atuais 505 leitos de UTI.

O Estado de São Paulo tem 286 casos confirmados e cinco óbitos por coronavírus até o momento. Desse total de confirmados, 24 pacientes estão em UTI privadas, nenhum na rede pública.

A ampliação da capacidade da rede de saúde é um dos esforços vistos em todos países afetados pela pandemia como essenciais para evitar complicações mais sérias com o aumento esperado dos casos.

As imagens do governo chinês construindo em menos de dez dias hospitais com capacidade de abrigar milhares de pacientes marcaram o combate no país asiático no pico da infecção.

Obras da construção relâmpago do hospital para atender pacientes do coronavírus na China

Chinatopix via AP

Um dos principais objetivos das autoridades ao anunciar medidas restritivas, como fechamento do comércio e suspensão das aulas, é diminuir o avanço da curva de contágio para evitar um sufocamento dos sistemas de saúde.

A prefeitura de São Paulo decretou estado de calamidade pública no município de São Paulo. Segundo Covas, o decreto será publicado amanhã no Diário Oficial. Também serão fechados 107 parques públicos, de acordo com ele, porque foi percebido um aumento de frequência nos últimos dias.

Em entrevista nesta sexta-feira, o prefeito fez um apelo para as pessoas ficarem em casa. Segundo ele, isolamento social não é férias. "Ficar em casa é humanitário”, disse.