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São Paulo registra protestos contra a fome em pelo menos 15 bairros

·2 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quinze protestos simultâneos contra a fome, o desemprego e o encarecimento do custo de vida são realizados em diferentes pontos da capital paulista na tarde desta terça-feira (21).

As Marchas Contra a Fome, organizadas por entidades como a Central de Movimentos Populares (CMP), acontecem próximas a supermercados na região central, no Butantã, nas favelas de Heliópolis e Paraisópolis e nas regiões de São Mateus, Grajaú, Capão Redondo, Jardim Caraguatá, Vila Prudente, Tucuruvi, Sapopemba, Cidade Ademar e Brasilândia.

Um protesto foi organizado também na cidade de São José dos Campos (SP), na Praça Afonso Pena, região central.

Os participantes dos atos carregam panelas, ossos e faixas em protesto contra a fome no país. Uma carta aberta que alerta para a desigualdade no país será entregue para comerciantes de cada região e lidas para o público ao final das marchas.

No centro da capital, o protesto começou por volta das 15h, em frente à Bolsa de Valores. O local recebeu em novembro o Touro de Ouro, espécie de réplica da estátua encontrada em Wall Street, no distrito financeiro de Nova York. A escultura foi alvo de protesto contra a fome e retirada após oito dias. No início de dezembro, uma vaca magra, em alusão a fome e miséria, foi colocada no mesmo local.

"Entre o boi gordo e a vaca magra, o que está sobrando para as famílias são os ossos", diz Carmen Ferreira, uma das organizadoras do ato no centro. "Natal é época de consumo, mas o que estamos vendo são pessoas com geladeira vazia, diminuindo refeições e nos ligando pedindo ajuda para completar a cesta básica."

Os atos foram organizados em regiões periféricas e no final da tarde para facilitar a participação dos trabalhadores dessas regiões, segundo Raimundo Bonfim, coordenador da CMP.

"Infelizmente durante o Natal e o Ano Novo milhões não tem sequer o alimento básico. As pessoas estão finalizando 2021 com muita dificuldade, dado o aumento do preço do botijão de gás, da tarifa de energia, do arroz, feijão e do óleo, além do desemprego e a perda de renda", diz Bonfim.

Os manifestantes protestam também contra o que consideram como um desmonte promovido pelo governo Bolsonaro das políticas de combate à fome, como a extinção do Consea (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional), encerrado no primeiro dia do mandato, em janeiro de 2019.

Em novembro, a primeira Marcha da Panela Vazia foi realizada na favela de Heliópolis, a maior da capital paulista. Em 17 de dezembro, protestos contra a fome também aconteceram em supermercados de pelo menos nove capitais do país.

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