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São Cristóvão faz vaquinha para liberar Estádio Ronaldo Nazário, e Fenômeno é cobrado por torcedores

Marcello Neves
·3 minuto de leitura

Há quanto tempo você não assiste ao seu clube do coração no estádio? Ao menos um ano, por causa da pandemia. Imagine então o torcedor do São Cristóvão, que não vê o seu time atuar em casa há 12 anos.

Sem a verba necessária para realizar obras e obter o laudo do Corpo de Bombeiros que libere o Estádio Ronaldo Nazário, que era chamado de Figueira de Mello até 2013, o clube da Zona Norte — que se orgulha de ter formado Ronaldo Fenômeno — lançou uma “vaquinha” on-line que tenta arrecadar R$ 150 mil.

O dinheiro será usado para reformar a parte estrutural do estádio e liberar o Laudo de Proteção Contra Incêndio (LPCI), além da obtenção de taxas de licença e alvarás.

— O projeto “De volta para casa” foi pensado há dois anos, mas somente agora a gente sentiu segurança de tentar. A adesão está boa, mas sempre tem como melhorar um pouco. A interdição do estádio atrapalha diretamente nossos planos, então é uma tentativa de solucionar essa questão de uma vez — conta Thiago Vancelotte, gerente comercial e de marketing do São Cristóvão.

Ainda que não atinja a meta, o São Cristóvão pretende realizar as obras com base no valor arrecadado. A vaquinha tem duração de dois meses e será encerrada no fim de maio. O gramado já foi trocado e já foram realizadas obras de melhoria nos vestiários.

— O dia de jogo é fundamental para nossa estratégia, ampliar nossos negócios, parceiros, comercializar produtos, e principalmente a vantagem esportiva que é jogar na nossa casa — completa Thiago.

A última partida oficial do estádio aconteceu entre America e São Cristóvão, em 2009, e teve ingressos “esgotados”. Apesar de comportar até três mil pessoas, foram postos à venda somente 500 bilhetes.

Sem poder jogar em casa, o São Cristóvão vinha mandando seus jogos no estádio Los Larios, em Xerém. Nesta temporada, porém, o clube preferiu se licenciar e não disputar nenhuma competição. O Estádio Ronaldo Nazário local virou espaço para treinos e jogos de divisões inferiores. Também é possível alugar o espaço para outros eventos.

— A relação afetiva com o estádio vem muito antes do Ronaldo. Lembro de quando o São Cristóvão contratou vários jogadores de nome dos principais clubes do Rio, ainda na década de 1980, e era muito interessante ver esses caras treinando no estádio. Vimos as coisas piorando, empresários tentando ganhar em cima — lamenta Alvaro Maia, 56, torcedor do São Cristóvão.

Torcida cobra Fenômeno

A torcida também lamenta, e questiona, a falta de apoio de Ronaldo ao clube, cuja crise financeira dura já muitos anos.

— Não sei o que ele está esperando para ajudar. Ele já até comprou um clube na Espanha (o Real Valladolid), mas esse projeto é sério, auditado. Ele deveria ajudar. Eu, que não tenho condições, quero ajudar. Espero que ele também — cobrou Alvaro.

O São Cristóvão diz falar com o instituto de Ronaldo por conta de outro projeto, mas não tem contato direto com o atleta.

— Acredito que o Fenômeno, vendo que o trabalho é sério e profissional, em breve estará ajudando a gente da forma que for melhor para ele — afirma Thiago.