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Guerra entre Rússia e Ucrânia pode encarecer gasolina e alimentos no Brasil

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Confronto Rússia e Ucrânia pode afetar preço de alimentos e combustível
Confronto Rússia e Ucrânia pode afetar preço de alimentos e combustível
  • Rússia e Ucrânia são importantes produtores de alimentos

  • Trigo e milho já subiram de preço na cotação internacional

  • Moscou também é um player de peso no campo da energia

A tensão na fronteira Rússia-Ucrânia vem trazendo preocupações geopolíticas nas últimas semanas.

Nas últimas horas, exercícios militares por parte de Moscou em Belarus e o reconhecimento das autodeclaradas repúblicas populares de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, trouxe pânico aos mercados globais.

Os índices asiáticos fecharam em forte queda nesta terça-feira. O índice Nikkei recuou 1,7% e Hong Kong perdeu 2,2%.

Reino Unido, EUA e União Europeia prometeram fortes sanções econômicas contra a Rússia. O presidente Vladimir Putin disse que está disposto ao diálogo.

O problema parece estar distante do Brasil, mas não é bem assim. Na verdade, os ecos de uma possível guerra na região pode deixar produtos de consumo diário mais caros por aqui.

A Rússia fornece 40% da energia para a União Europeia, além de ser uma importante produtora de petróleo - é a 4ª maior do mundo, segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás.

Analistas indicam que um conflito pode levar o preço do barril do petróleo a ultrapassar a simbólica marca dos 100 dólares.

Gasolina e derivados mais caros

Com isso, derivados do produto (gasolina, gás natural, gás de cozinha e diesel) também aumentariam de preço. Como a gasolina brasileira é composta em 27% de etanol anidro (que também vem registrando aumento de preços), mais um fator para o reajuste, fora o dólar mais caro. Em 2021, a gasolina subiu quase 50%.

No entanto, existe uma negociação em curso entre EUA e Irã no campo nuclear, o que poderia trazer uma produção extra de petróleo ao mercado mundial (lembrando que Teerã está com a economia embargada em razão de sua energia nuclear).

Milho e trigo com preços pressionados

Vamos aos alimentos. Rússia e Ucrânia são importantes produtores e exportadores de trigo (4º e 9º, respectivamente, segundo dados do USDA). Uma crise mais prolongada afetaria essa cadeia. O Brasil não é autossuficiente em trigo e tem como maiores importadores Argentina e EUA.

Kiev também é um player relevante na exportação de grãos (sobretudo milho, sendo 6º maior do mundo desse setor, segundo o USDA).

Trigo e milho são commodities. Negociadas na Bolsa de Chicago, já vêm operando em alta por causa da tensão entre os dois países. Ou seja, esses custos seriam repassados para o mercado brasileiro.

Já Moscou é o maior exportador de fertilizantes do mundo (e de onde o Brasil mais compra). Se sofrer mais sanções, o fornecimento a outros países ficaria comprometido, afetando a produção agrícola global e pressionando os preços dos alimentos.

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