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Rússia contratou pessoas para campanha pró-guerra; salários superam R$ 2 mil

Grupo IRA, que tentou interferir nas eleições dos EUA, supostamente fazia parte (Getty Images)
Grupo IRA, que tentou interferir nas eleições dos EUA, supostamente fazia parte

(Getty Images)

  • Rússia contratou pessoas na rua para publicarem comentários favoráveis à guerra nas redes sociais;

  • Robôs trabalhavam 7 dias por semana e ganhavam mais de R$ 2 mil por mês com a campanha;

  • Informações constam em novo relatório da Meta, empresa responsável pelo Instagram e Facebook.

A Meta, responsável pelo Facebook e Instagram divulgou, nesta quinta-feira (4), um relatório que indica que equipes russas contrataram pessoas na rua para publicarem comentários favoráveis sobre a invasão da Ucrânia nas redes sociais. O objetivo era parecer que a guerra teve apoio popular.

Segundo a gigante comandada por Mark Zuckerberg, uma “fazenda de trolls” – robôs que fazem publicações automáticas – comandaram uma campanha de desinformação. Eles trabalhavam sete dias por semana e recebiam cerca de US$ 440 por mês, equivalentes a R$ 2.350. Dentre as plataformas utilizadas, estavam Instagram, Facebook, TikTok, Twitter, YouTube, LinkedIn, VKontakte e Odnoklassniki.

Cerca de 1.037 contas no Instagram foram suspensas e outras 45 no Facebook. A internet tem sido uma das frentes da guerra entre a Rússia e Ucrânia, com tentativas russas de silenciar críticas, promover narrativas favoráveis ao governo e ataques hackers. As informações são da Agência O Globo.

Grupo que interferiu em eleições fazia parte

O relatório da Meta também apontou que alguns dos envolvidos na campanha pró-invasão estavam associados à Agência de Pesquisa de Internet, conhecida pela sigla IRA. Trata-se de um grupo russo ligado ao governo do país que tenta interferir nas eleições dos Estados Unidos e de outros países desde 2016.

As autoridades norte-americanas oferecem recompensa de US$ 10 milhões (R$ 53,4 milhões) a quem tiver informações sobre a participação da IRA nas eleições.

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