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Rumor | Apple deve criar pacote que reúne todos os seus serviços digitais

Rafael Arbulu

Com pelo menos três grandes serviços de assinatura disponíveis para seus consumidores, a Apple está cada vez mais se tornando uma empresa de serviços digitais. Faz sentido perguntar, então: por que não juntar tudo isso em uma oferta única? Segundo a agência de notícias Bloomberg, é justamente isso que a empresa planeja fazer já para o ano de 2020.

De acordo com fontes da agência, que não são nomeadas devido à sua proximidade com a Apple e seus procedimentos internos, a empresa sediada em Cupertino estuda criar um pacote de assinaturas de preço único, que englobe suas três principais plataformas digitais: Apple Music, para streaming de músicas; Apple TV+, para shows, séries e filmes; e Apple News+, o serviço que confere acesso pago a algumas das principais revistas e jornais do mundo. A ideia é reunir as três ofertas para usuários de dispositivos iOS/iPadOS e alavancar o volume de assinantes pagos.

(Imagem: Divulgação/Apple)

Segundo as fontes, a possibilidade foi levantada como uma saída para aprimorar os números do Apple News+, de longe o mais fraco dos três serviços, além de ser o menos requisitado e acessado pelo público consumidor dos produtos da Maçã. Lançado em março deste ano, o serviço de assinatura de revistas e jornais da Apple vem enfrentando resistência não só de adesão do público, mas também de empresas de comunicação, que não enxergam na plataforma um bom negócio.

O problema reside no preço: atualmente, o serviço Apple News+ custa US$ 10 mensais (pouco mais de R$ 41) — valor este que é dividido em 50% para a Apple, e o restante para as empresas participantes. Analistas ouvidos pela Bloomberg, porém, ressaltam que uma oferta de pacote único, como esta mencionada pelas fontes da agência, pode muito bem reduzir os ganhos de companhias de comunicação que publicam esses veículos.

(Imagem: Divulgação/Apple)

“Alguns executivos de mídia dizem que a quantidade de ganhos recebida do Apple News+ até agora tem ficado aquém do esperado. Um publisher normalmente leva menos que US$ 20 mil por mês, uma receita menor do que era visto com o Texture, uma versão anterior ao serviço que foi comprada pela Apple no ano passado”, diz a reportagem.

Ainda não é certo se os ganhos (ou a falta deles) por parte das empresas é proveniente de a Apple ter poucos assinantes no Apple News+, ou se os assinantes que o serviço tem passam pouco tempo efetivamente lendo o conteúdo pela plataforma. Empresas de comunicação afiliadas ao serviço garantem seus 50% do valor com base no tempo dedicado do leitor aos veículos em questão. E como a Apple não revela publicamente o número exato de assinantes, isso vira terreno para especulação. O que se sabe, porém, é que a empresa ampliou o serviço sem muito alarde para a Austrália e Reino Unido.

Vale citar, as fontes da agência não falaram nada sobre o Apple Arcade, serviço da empresa onde, por uma assinatura mensal, o usuário tem acesso a diversos jogos disponíveis na iOS Store, tanto gratuitos como pagos, sem nenhum valor adicional. Para todos os efeitos, a suposta oferta não inclui o Apple Arcade, que continuará com seu preço próprio, o que se traduziria em pelo menos duas assinaturas sendo pagas mensalmente à empresa de Cupertino.

Como é de praxe da empresa, a Apple não comentou o assunto veiculado na matéria da Bloomberg.

Fonte: Canaltech

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