Mercado fechado
  • BOVESPA

    114.647,99
    +1.462,52 (+1,29%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.798,38
    +658,14 (+1,26%)
     
  • PETROLEO CRU

    82,66
    +1,35 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.768,10
    -29,80 (-1,66%)
     
  • BTC-USD

    61.074,12
    +1.657,71 (+2,79%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.464,06
    +57,32 (+4,07%)
     
  • S&P500

    4.471,37
    +33,11 (+0,75%)
     
  • DOW JONES

    35.294,76
    +382,20 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.234,03
    +26,32 (+0,37%)
     
  • HANG SENG

    25.330,96
    +368,37 (+1,48%)
     
  • NIKKEI

    29.068,63
    +517,70 (+1,81%)
     
  • NASDAQ

    15.144,25
    +107,00 (+0,71%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3297
    -0,0741 (-1,16%)
     

Rumo firma contrato para investir R$ 11,2 bi em ferrovia estadual de MT

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019: Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Rumo Logística firmou contrato com o governo de Mato Grosso nesta segunda-feira (20) para construir uma ferrovia estadual de 730 km, que demandará investimento de até R$ 11,2 bilhões em 45 anos.

O novo trecho vai interligar Rondonópolis e as cidades agrícolas Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, no norte do estado, à capital Cuiabá. O trajeto se conecta à malha ferroviária nacional em direção ao Porto de Santos (SP).

As obras acontecem sob o regime de autorização e devem iniciar no segundo semestre de 2022, de acordo com Mauro Mendes, governador de Mato Grosso.

O projeto é importante para o escoamento de commodities como soja, milho e farelo para o Porto de Santos, bem como para o transporte de fertilizantes para o norte do estado e de etanol de milho para o Sudeste. O novo trecho também visa acelerar a chegada de diesel e outros produtos necessários para a safra da região, principal produtora de grãos do país.

"Criaremos uma conexão com Cuiabá e com o centro industrial do país, que é São Paulo. Esse mercado interno também passa a ser fomentado", disse Beto Abreu, presidente da Rumo, a jornalistas nesta segunda. Além das commodities, ele citou o consumo varejista de carnes congeladas, que saem de contêineres do estado em direção a São Paulo.

A redução da emissão de carbono, o transporte de matérias-primas industriais, além das commodities, e redução de custos no médio prazo foram os principais pontos citados por Mendes ao firmar o contrato com a Rumo.

"Em Lucas [do Rio Verde], já tenho a informação que uma empresa vai anunciar concomitantemente um investimento gigantesco na área de etanol. Por quê? Porque ela já está enxergando a oportunidade de pegar o etanol e transportar isso para os grandes centros de consumo a um custo muito mais barato", disse.

O contrato com a Rumo, que pertence à Cosan, é de autorização para implantação, operação e exploração privada da ferrovia pelo prazo de 45 anos, com possibilidade de renovação de mais 45 anos para todos os serviços correlatos. Trata-se da primeira ferrovia estadual, sem interferência federal.

O governo de Mato Grosso fez um chamamento público em julho e a empresa logística foi a única interessada. Segundo Mendes, não haverá um real do Estado depositado na operação.

Os procedimentos de viabilidade ambiental iniciaram com o governo federal no ano passado, e o processo depois foi transferido para a Secretaria do Meio Ambiente de Mato Grosso. De acordo com a Rumo, são quase três anos de trabalho para viabilizar o licenciamento, que precisou garantir que a nova rota não passasse por áreas de proteção ambiental ou reservas indígenas.

A próxima etapa do empreendimento é firmar esse licenciamento, que deve ser finalizado em seis meses. A partir da licença, a empresa tem até seis meses para iniciar as primeiras obras.

"Muito provavelmente, no início do segundo semestre de 2022, já teremos obras efetivamente acontecendo na partida de Rondonópolis", estima o governador.

Um estudo do BNDES prevê que o investimento gere 230 mil empregos diretos e indiretos em uma cadeia extensa, do campo à fabricação de veículos.

Segundo Mendes, há expectativa de que após a implantação da rodovia haja interesse em estendê-la a outros cantos do estado. "Já existem estudos e algumas análises mostrando que poderá ser possível e viável economicamente fazer umas derivações", disse.

Além da ferrovia, que se chamará Fato (Ferrovia Autorizada de Transporte Olacyr de Moraes), Mato Grosso aguarda o andamento da Ferrogrão, que depende do governo federal. O projeto ferroviário que vai ligar Sinop (MT) à Miritituba, distrito de Itaituba (PA), está parado devido a uma liminar concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por questões ambientais.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos