RS busca garantir abastecimento de gasolina

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, afirmou nesta quinta-feira (8) que as distribuidoras que atuam no Rio Grande do Sul seguem buscando parte da gasolina para o mercado gaúcho em outros polos, como a refinaria paranaense de Araucária. A declaração foi dada durante debate para avaliar os riscos de desabastecimento no Estado, com a presença do Ministério Público, Sindicato dos Revendedores e Agência Nacional do Petróleo.

Segundo ele, depois da escassez registrada em outubro, pela dificuldade de atracação dos navios com petróleo no litoral gaúcho, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, não voltou a operar normalmente. "Eu posso assegurar que nós continuamos buscando complemento de gasolina em outros polos de abastecimento, em Rio Grande e no Paraná", disse. Vaz não soube informar qual volume de gasolina ainda vem de outros polos, mas afirma que chegou a ser a metade dos 6 milhões de litros de gasolina A distribuídos por dia.

Por meio de assessoria de imprensa, a Refap nega que haja problemas na produção e afirma que opera normalmente. Segundo Vaz, o aumento da demanda de final de ano será suprido por essa rede de fornecimento montada em outubro, com a busca da gasolina em outras localidades, e não haverá falta de combustível.

Por outro lado, o executivo destaca, sem especificar volumes, que o aumento no consumo de gasolina foi de 12% no País neste ano. No Rio Grande do Sul, o salto foi de 8%. Na avaliação dele, há oferta de gasolina no mundo, e a Petrobras hoje avalia se vai ampliar as refinarias para expandir a produção ou importar. "A dúvida da Petrobras é se amplia refinaria ou se importa porque no mundo sobra gasolina". O obstáculo à importação, no entanto, é a infraestrutura logística de portos, rodovias e ferrovias, para escoar esse produto pelo País, na avaliação dele.

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