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Rover de testes da missão ExoMars faz sua primeira perfuração profunda no solo

·2 minuto de leitura

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial da Rússia (Roscosmos) seguem trabalhando em parceria na missão ExoMars, que tem mais um lançamento programado para o ano que vem. Agora, um passo importante foi dado para a empreitada: o "irmão gêmeo" do rover Rosalind Franklin, que está passando por testes na Terra para a missão, conseguiu fazer a perfuração mais profunda no solo do que qualquer outro rover jamais conseguiu. Além da perfuração, o veículo também fez uma coleta de amostras.

O procedimento foi feito com uma rocha rígida, e as amostras de solo obtidas foram armazenadas no laboratório que equipa o interior do rover. “O sucesso tão aguardado para a perfuração da broca da ExoMars na Terra é um enorme passo para a exploração de Marte”, comentou David Parker, diretor de exploração humana e robótica na ESA. A perfuração fica ainda mais impressionante se considerarmos que 7 cm foi a profundidade máxima alcançada pelos instrumentos de outros rovers que exploram Marte.

Muito desse sucesso se deve ao fato de que o rover Rosalind Franklin foi criado especialmente para fazer perfurações de até 2 m, para conseguir acesso a compostos de aproximadamente 4 bilhões de anos atrás, período remoto em que as condições de Marte tinham mais semelhanças com as que existiam por aqui durante a “infância” do nosso planeta. Para isso, a broca do rover conta com vários mecanismos que funcionam com uma coreografia autônoma e complexa.

Assim, Pietro Baglioni, líder da equipe do rover da missão ExoMars, explica que o design e a construção da broca foram tão complexos que essa primeira perfuração profunda é uma conquista extraordinária para a equipe. E, de fato, a coleta de amostras profundas em Marte é um dos principais objetivos científicos da missão, que visa investigar a composição química no planeta e, quem sabe, sinais de vida no solo que não sofreram os efeitos da radiação ionizante. Para garantir que tudo irá correr bem para alcançar estes e outros objetivos, a ESA está trabalhando com uma réplica do rover original, chamada Ground Test Model (“modelo de testes em solo”, em tradução literal).

Este modelo é o "irmão gêmeo" que representa o rover real que será enviado para Marte, e já passou por testes tanto de movimento quanto de identificação de alvos enquanto coleta imagens e dados. Os testes mostraram que o veículo consegue seguir trajetórias precisas e estudar o ambiente, além de analisar o que há sob a superfície. Enquanto isso, a versão real do Rosalind Franklin está passando por preparativos para voar no ano que vem — a janela para o lançamento da missão ExoMars se abrirá no dia 20 de setembro de 2022.

Fonte: Canaltech

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