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Rover Perseverance já detectou mais de 300 redemoinhos de poeira em Marte

·2 minuto de leitura

Um estudo da Boise State University relatou que o rover Perseverance, que chegou a Marte em fevereiro deste ano, já detectou mais de 300 redemoinhos de poeira, também conhecidos como “demônios de poeira” dadas suas grandes proporções. Esses fenômenos são comuns no Planeta Vermelho, mas, agora, podemos aprender mais sobre eles, graças a tantos sensores coletando uma grande variedade de dados sobre eles em Marte.

Para a nova análise, os pesquisadores utilizaram os dados coletados por um conjunto de instrumentos do Perseverance, chamado Mars Environmental Dynamics Analyzer (MEDA) — desde sensores de umidade e vento até a temperatura do solo ou sensores óticos de poeira. Os primeiros redemoinhos de poeira foram vistos em Marte na década de 1970, através da missão Viking, da NASA.

O MEDA fornece um relatório meteorológico regular da Cratera Jezero (Imagem: Reprodução/NASA)
O MEDA fornece um relatório meteorológico regular da Cratera Jezero (Imagem: Reprodução/NASA)

Os fenômenos também já foram observados a partir da órbita marciana, mas nunca tantos sensores trabalharam para obter uma variedade de dados desses fenômenos. Algumas previsões meteorológicas indicavam que a Cratera Jezero, na qual o Perseverance se encontra, teria uma alta ocorrência desses redemoinhos — algo confirmado, agora, pelas novas informações.

Outra surpresa para a equipe foi que apenas 20% dos 309 vórtices detectados conseguiram diminuir a luz próxima ao rover em mais de 2%, indicando uma baixa concentração de poeira nesses redemoinhos. Apesar dessa limitação, os pesquisadores acreditam que os fenômenos sejam um dos principais responsáveis por espalhar a poeira pela atmosfera marciana.

Redemoinho de poeira registrado pelo rover Curisoity na cratera Gale (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI)
Redemoinho de poeira registrado pelo rover Curisoity na cratera Gale (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/SSI)

A poeira de Marte pode significar um perigo para as futuras missões tripuladas. Esses novos dados ajudarão a entender os padrões climáticos do Planeta Vermelho com maior precisão e, assim, definir quais são os melhores locais para pouso — e parece que a Cratera Jezero não é a região mais indicada para receber os primeiros humanos.

Fonte: Canaltech

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