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Round 6 | Operadora processa Netflix por "quebrar" a internet na Coreia do Sul

·4 minuto de leitura

A operadora SK Broadband, uma das maiores da Coreia do Sul, anunciou que está processando a Netflix devido ao aumento no fluxo de usuários causado, mais recentemente, por Round 6. Apesar de a série local ter sido a principal responsável pelo crescimento no volume de dados na rede, gerando gastos maiores com manutenção, a telecom aponta que esse é um problema antigo e que chegou a um ponto quase insustentável nos tempos recentes com o sucesso do seriado.

De acordo com os dados da SK, o tráfego gerado pela Netflix aumentou 24 vezes desde maio de 2018, chegando a 1,2 trilhões de bits processados em setembro, no auge do sucesso de Round 6 — que atende pelo título Squid Game no mercado internacional. Outra produção sul-coreana, D.P Dog Day, uma crítica ao alistamento militar obrigatório no país, também é sucesso e ajudou a ampliar esses números. Agora, a operadora pede que a plataforma de streaming ajude a arcar com os custos decorrentes disso.

A ação tem base em uma decisão emitida em junho deste ano sobre o assunto, quando uma corte da capital, Seul, julgou “razoável” que a Netflix forneça algum retorno à operadora pelo uso intenso de seus serviços, que geram altos gastos de manutenção. A conclusão representou a perda de um processo movido pelo próprio serviço de streaming, que tentava se livrar de tais obrigações e obter segurança jurídica de que, nas próprias palavras, seu dever termina na produção e disponibilização de conteúdo, sem a necessidade de pagar à SK ou demais operadoras sobre o uso da rede.

A abertura do processo chamou a atenção de legisladores do país, como o líder da maioria Kim Sang-hee. Falando à imprensa sobre o caso, ele afirmou que 78,5% do tráfego de internet da Coreia do Sul é gerado por serviços estrangeiros, um número que vem crescendo e que pode levar a problemas locais de conexão. Ele criticou a Netflix, o YouTube e o Google por fecharem os olhos ao volume de dados sobre as redes e apoiou a ação judicial da SK.

O pedido da SK é quanto ao pagamento de uma taxa anual justamente sobre isso. Enquanto 2021 ainda está em andamento, a telecom já solicita o acerto de um total de US$ 22,9 milhões relativos ao uso da rede em 2020, com potencial de aumento no valor para este ano, justamente devido à popularidade de shows como Round 6 e D.P. O caso deve ser analisado pela mesma corte que, há meses, decidiu contra a plataforma de streaming sobre este assunto.

A resposta da Netflix

A Netflix usa, na Coreia do Sul, uma rede dedicada da SK Broadband para prover o acesso a seu conteúdo, não apenas para o país, mas também o Japão e Hong Kong. Esse acordo, inclusive, é citado na resposta oficial do serviço à Justiça — a companhia afirma que o fluxo de usuários faz parte das obrigações contratuais, relacionadas ao uso da rede, e cita a criação de 16 mil empregos no país e mais de US$ 650 milhões em investimentos oriundos de sua presença por lá, gerando mais de US$ 4,7 bilhões à economia.

Por outro lado, não ajuda muito o fato de a empresa de streaming já ter concordado com termos semelhantes nos Estados Unidos, onde paga taxas anuais à operadora de telefonia Comcast. O acordo, que existe desde 2014, garante redes dedicadas e velocidades maiores no consumo de conteúdo, além de ter sido gerado a partir de discussões semelhantes quanto ao altíssimo uso da rede pela plataforma.

Judicialmente, a Netflix também apresentou sua defesa e, agora, espera o início dos trabalhos, marcados para dezembro de 2021. Fora do processo, a SK Telecom não se pronunciou sobre o assunto.

Enquanto isso, o sucesso de Round 6 parece longe de acabar. De acordo com o CEO da Netflix, Ted Sarandos, o êxito inesperado da obra de Hwang Dong-hyu (A Fortaleza) a levou ao topo do ranking de audiência em mais de 90 países — incluindo o Brasil —, onde permanece desde a estreia, no dia 17 de setembro. Caso mantenha esse ritmo, o show original deve se tornar o mais visto da história da plataforma, deixando outro sucesso recente, Bridgerton, para trás.

Fonte: Canaltech

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