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Roubo de criptomoedas por ciberataques já soma quase R$ 9 bilhões neste ano

O crescimento de roubos pode ter sido impulsionado pelo aumento a invasões em protocolos de finanças descentralizadas (Getty Image)
O crescimento de roubos pode ter sido impulsionado pelo aumento a invasões em protocolos de finanças descentralizadas (Getty Image)
  • Em 2022 US$ 1,9 bilhão em criptomoedas foram roubadas em ciberataques

  • Isso representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior

  • O problema acontece em um momento em que o valor de ativos despencou

Conforme a economia cria novas formas de movimentações financeiras a criminalidade também se adapta para elaborar ações cada vez mais elaboradas. Com isso, apenas em 2022, US$ 1,9 bilhão (quase R$ 9 bilhões) em criptomoedas foram roubadas em ciberataques.

De acordo com um relatório produzido empresa de análise de blockchain Chainalysis, isso representa um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fenômeno acontece justamente em um momento em que o valor de muitas criptomoedas despencou. O levantamento indica que o crescimento de roubos pode ter sido impulsionado pelo aumento a invasões em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).

Isso acontece quando os usuários tentam substituir instituições financeiras tradicionais por software que permite fazer transações diretamente por meio do blockchain. A pesquisa aponta que um dos maiores ataques foram realizados em protocolos DeFi. Isso inclui o roubo de US$ 625 milhões da rede Ronin do videogame Axie Infinity em março.

De acordo com a CNN, a empresa que realizou o estudo aponta para dois recentes ataques DeFi em larga escala. Isso inclui os US$ 190 milhões que supostamente foram roubados do provedor de ponte de criptomoedas Nomad. Isso teria acontecido após o ponto de corte de dados para o levantamento.

“Enquanto os ativos criptográficos mantidos em pools de protocolos DeFi e outros serviços tiverem valor e forem vulneráveis, os maus atores tentarão roubá-los”, aponta o relatório. De acordo com os investidores, essa tecnologia é relativamente imatura.