Mercado fechado

Rombo fiscal de 2019 deve ficar abaixo de R$ 80 bilhões, diz Guedes

BERNARDO CARAM, TALITA FERNANDES E THIAGO RESENDE
BRASÍLIA, DF, 18.11.2019 – GOVERNO-ECONOMIA: Os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) acompanhados de secretários da área econômica, durante coletiva de imprensa para apresentar um balanço do ano do governo na economia, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (18). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (18) que o déficit fiscal de 2019 deve ficar abaixo de R$ 80 bilhões.

Se confirmado, o rombo será muito menor do que a meta estipulada para este ano, de déficit de R$ 139 bilhões.

A melhora no resultado será possível por conta de arrecadações extraordinárias, como as receitas de leilões de petróleo, e também da dificuldade dos ministérios em gastar os recursos inicialmente previstos no Orçamento.

"Estimamos que o déficit possa ficar uma pouco abaixo de R$ 80 bilhões", disse o ministro em apresentação à imprensa no Palácio do Planalto.

"Foi um ano difícil, mas fizemos um resultado bom e estamos lançando raízes de bom resultado para ano que vem".

O ministro explicou que o fraco desempenho da economia obrigou o governo a refazer estimativas e bloquear recursos de ministérios. Agora, todas as verbas das pastas foram liberadas.

Na próxima semana, o governo deve enviar ao Congresso uma mensagem para modificar o Orçamento do ano que vem e ampliar o espaço para despesas.

A meta fiscal para 2020, entretanto, será mantida em R$ 124,1 bilhões de déficit.

De acordo com o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, a expectativa é que o resultado fiscal do ano que vem também fique melhor do que a meta.

"Teremos reação da receita, pelo desempenho da economia, antecipação de dividendos e receita de outorgas e concessões", disse.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ressaltou que o governo fará uma série de concessões no ano que vem, o que deve ampliar as receitas do governo.

No plano, está uma nova tentativa de ofertar áreas do pré-sal que não receberam lances no leilão realizado neste ano.

"A expectativa é voltarmos ao leilão das duas áreas que não foram adquiridas, que estão em aberto, e outras áreas serão leiloadas ao longo do próximo ano", afirmou.

As afirmações foram feitas durante a apresentação do relatório que liberou o restante de recursos de ministérios que estava bloqueado no Orçamento deste ano. No total, R$ 14 bilhões foram destravados.