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Romário lidera disputa para o Senado no Rio, aponta pesquisa; até quatro nomes empatam em segundo

·3 min de leitura

RIO — Com apenas uma cadeira em disputa nas eleições de 2022 e número elevado de pré-candidatos, a corrida pelo Senado no Rio apresenta hoje o senador e candidato à reeleição Romário (PL) em vantagem, com empate técnico de até quatro nomes na segunda colocação, de acordo com pesquisa da Quaest para o GLOBO. Assim como na disputa ao governo, também levantada pela Quaest, a possível entrada do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) na eleição ao Senado pelo Rio pode impactar o cenário, de acordo com a pesquisa.

A Quaest é um instituto de consultoria e pesquisas quantitativas e qualitativas, e um dos parceiros do Sonar, blog do GLOBO voltado para análise de discursos e conteúdos políticos nas redes sociais. A pesquisa, feita para o GLOBO, entrevistou 1.804 pessoas no estado do Rio de forma presencial entre os dias 22 e 26 de outubro. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.

Romário lidera os dois cenários testados pela pesquisa para o Senado. No primeiro, sem Mourão, ele tem 19% das intenções de voto. O deputado federal Alessandro Molon (PSB) e o ex-prefeito do Rio e ex-senador Marcelo Crivella (Republicanos) empatam numericamente com 12% neste cenário, e ficam em situação de empate técnico, no limite da margem de erro, com a deputada Clarissa Garotinho (PROS), que marca 8%.

No segundo cenário, Mourão entra com 12% das intenções de voto, e Romário chega a 20%. Numericamente, não há variações nos desempenhos de Crivella e de Clarissa Garotinho neste cenário. Já Molon oscila para 10%, mantendo-se em empate técnico com Mourão, Crivella e Clarissa Garotinho.

O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), e o deputado federal Otoni de Paula (PSC), ambos aliados do presidente Jair Bolsonaro, oscilam um ponto percentual para baixo no cenário com Mourão. No cenário inicial, sem o vice-presidente, Reis marca 6%, enquanto Otoni fica com 5%.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), tem 2% em ambos os cenários.

No cenário em que Mourão participa da disputa, o percentual de brancos e nulos desce para 21%, contra 29% no primeiro panorama.

Recentemente, Romário fez críticas a gestões presidenciais do PT e elogiou o presidente Jair Bolsonaro, que estuda se filiar ao PL, partido do senador, ou ao PP. Crivella, que chegou ao segundo turno da eleição a prefeito do Rio em 2020, quando foi derrotado por Eduardo Paes (PSD), impulsionado em grande parte por votos bolsonaristas e também pelo eleitorado evangélico, também tenta cativar o eleitorado de Bolsonaro. O ex-prefeito foi indicado pelo governo federal para o posto de embaixador do Brasil na África do Sul, mas a nação africana tem postergado a análise da indicação.

Clarissa estuda migrar para o partido União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, para concorrer ao Senado ou a uma vaga na Alerj. Seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho, também estuda se filiar à nova sigla, embora esteja inelegível por diferentes condenações judiciais.

Molon e Ceciliano, por sua vez, tentam se cacifar ao Senado com o apoio de partidos da esquerda e, especificamente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas intenções de voto para presidente no estado do Rio, também medidas na pesquisa da Quaest, Lula aparece com 43% em dois cenários. Bolsonaro varia entre 29% e 30%.

De acordo com a pesquisa, a gestão de Bolsonaro e considerada negativa por 51% dos eleitores do Rio, enquanto 24% a veem como positiva e outros 24% a consideram regular.

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