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'Completamente absurdo', diz Maia sobre projeto de deputado bolsonarista que equipara antifascistas a terroristas

Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, chamou um projeto de Lei, de autoria do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), de “completamente absurdo” e alfinetou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao comentar as próximas eleições para a presidência da Câmara e do Senado.

O deputado federal Daniel Silveira apresentou, nesta terça-feira (02), uma proposta de alteração na Lei Antiterrorista. O objetivo é tipificar os grupos “antifascistas” como organizações terroristas. Questionado sobre o projeto, Maia foi taxativo.

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“Você acha que merece resposta? Um projeto completamente absurdo desses não merece nem resposta. Não vamos perder nosso tempo com coisas que não terão apoio da maioria da Câmara dos Deputados", afirmou.

Nesta segunda-feira (01), o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o governo poderá participar da escolha do novo presidente da Câmara, em 2021. Segundo o parlamentar, "seria justo o Poder Executivo" se envolver na eleição. O mandato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai até janeiro de 2021.

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Perguntado sobre uma possível interferência de Jair Bolsonaro no pleito, Maia disse não caber sequer a discussão.

“Cabe, no meio de 30 mil mortos, a gente tratar de eleição para presidente da Câmara ou do Senado? Pelo amor de Deus, vamos tratar de salvar vidas e empregos no Brasil. Nossa agenda precisa ser essa", pediu o deputado.

Novamente questionado sobre o tema, Maia disse que não sabe se Bolsonaro teria uma influência tão grande na disputa e lembrou sua última vitória.

“Não sei se vai influenciar. O Onxy [Lorenzoni (DEM-RS)] fez campanha até o último dia e eu derrotei o governo na eleição. Não sei se tem essa influência toda, mas me deixa abismado e perplexo como, no meio de uma pandemia com mais de 30 mil mortos, alguém possa estar preocupado com eleição para presidente da Câmara ou do Senado”, avaliou.

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