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Rocky e Creed: ranking do pior ao melhor

Sihan Felix
·6 minuto de leitura

A história de Sylvester Stallone e Rocky praticamente se misturam. Na biografia do ator, consta que sua carreira não ia muito bem no início dos anos 1970. Após estar no elenco do desconhecido The Square Root (de Edmond Chevie, 1969) e estrelar o filme adulto O Garanhão Italiano (de Morton M. Lewis, 1970), sua carreira passou a se resumir a personagens estereotipados e a pontas. Entre estas, apareceu até mesmo em Bananas (de Woody Allen, 1971).

Em meio a esses anos, o ator parou em um bar onde estava sendo transmitida a luta de boxe entre Muhammad Ali e Chuck Wepner. O lendário Ali, em seu auge, massacrava Wepner, que conseguia, de algum modo, resistir. Foi quando Stallone teve o insight que o colocaria definitivamente na história do cinema e mudaria sua vida para sempre.

Ali, em um bar, nascia Rocky Balboa. Reza a lenda que, pouco mais de um dia depois, o roteiro já havia sido escrito por completo. Após muitas negativas dos estúdios, com produtores taxando o escrito de ridículo e brega, enfim uma oferta chegou. Mas Sly só aceitaria quando lhe aceitassem, também, como protagonista.

A negociação demorou. O valor que chegaria à casa das centenas de milhares de dólares somente pelo roteiro acabou sendo fechado por algumas poucas dezenas mais o protagonismo de Sly. Sem arriscar muito dinheiro, a Chartoff-Winkler Productions pouco investiu em Rocky: Um Lutador, mas, assim mesmo, fez nascer uma lenda. Sylvester Stallone, naquele ponto de sua vida, era Wepner. Lutando para permanecer vivo ao mesmo tempo que era massacrado pela indústria.

Isso tudo é só uma síntese de um trecho da vida de Stallone que seria levado para a história do seu personagem mais icônico. Pensando no lutador fictício que nascia desse momento e na chegada da coletânea de filmes de Rocky e Creed na Netflix, o Canaltech lista os melhores filmes no qual Rocky tem participação, do pior (se é que podemos chamar de pior) ao melhor. Claro que nenhuma lista é exata ou traz uma verdade absoluta. Fica, portanto, o campo dos comentários para que possamos conhecer a ordem de vocês.

8. Rocky V

É provável que esse seja praticamente unânime quanto à oitava posição. Parece mais uma história forçada para a manutenção do sucesso da franquia e o diretor John G. Avildsen não faz muito além do seu piloto automático. No filme, o relutante aposentado das lutas Rocky assume o comando da academia de Mickey (Burgess Meredith). Concordando em treinar um jovem faminto por sucesso, o experiente boxeador acaba enfrentando outros desafios.

7. Rocky IV

Rocky IV deve ser o mais exagerado da franquia: é dramático em excesso e, de vez em quando, com uma pegada de super-herói. Isso, claro, vem junto de um super-vilão: Ivan Drago (Dolph Lundgren). Na história, Rocky, campeão mundial dos pesos-pesados, tem um lutador gigante como desafiante. E os opostos entre os dois são exibidos sem piedade.

6. Rocky III: O Desafio Supremo

Talvez, o maior mérito de Rocky III: O Desafio Supremo seja a canção Eye of the Tiger, da banda Survivor. Não é um mau filme – aliás, praticamente nenhum da lista pode ser definido dessa forma com muita veemência. Por outro lado, o universo do boxeador guerreiro parece ter abraçado a canastrice, inserindo até Hulk Hogan (interpretando Thunderlips) na jogada. A história acompanha Rocky, que, depois de ganhar o título definitivo e ser o campeão mundial, encontra um antigo rival.

5. Creed II

Revanches fazem parte de toda a franquia Rocky e, claro, de todo lutador. Creed II, assim, leva o campeão treinado por Rocky, Adonis Creed (o filho de Apollo — interpretado por Michael B. Jordan), a enfrentar a família Drago, que pretende apagar o passado vergonhoso — para a nação soviética. Se o primeiro Creed foi dirigido por Ryan Coogle (de Pantera Negra, 2018), aqui temos Steven Caple Jr. (de The Land, 2016). O diretor, na prática, emula o trabalho de Coogler e não tem exatamente uma assinatura. Mesmo assim, ele não deixa de realizar um bom filme.

4. Rocky II: A Revanche

Com Stallone mantido como roteirista e assumindo a direção, Rocky é mostrado enfrentando dificuldades familiares após o fim do primeiro filme. A insistência para uma revanche do campeão Apollo Creed (Carl Weathers) põe à prova os princípios do protagonista. Com isso, muda-se a motivação da personagem de Sly e o universo de fama na qual ele está inserido agora, mas a estrutura se repete.

3. Creed: Nascido para Lutar

Ryan Coogler, a partir de planos-sequências, closes e coreografias hiper-realistas, trouxe de volta à franquia a emoção das lutas. Além disso, Stallone tem, aqui, provavelmente a melhor atuação de sua carreira, com Michael B. Jordan (o Creed) não ficando muito para trás. Na história, Rocky, o ex-campeão mundial dos pesos-pesados, é o treinador de Adonis Johnson, que viria a se revelar como Adonis Creed — filho de seu rival e posteriormente amigo Apollo. Creed: Nascido para Lutar é o renascimento de uma franquia histórica (ou de uma nova) e, com isso, a melhor passagem de bastão que Sly poderia oferecer.

2. Rocky Balboa

Rocky Balboa é uma espécie de herança de Rocky V. Isso porque o filme de 1990 deixou um buraco que, aqui, ganha profundidade. É, de longe, o filme mais reflexivo da franquia, com direito a monólogo motivacional com toques de metalinguagem sobre a própria vida do ator (muito do que foi dito na introdução dessa lista) e uma direção formal do próprio Stallone. Sem recorrer a muitos artifícios, os planos e ângulos decupados por Sly são diretos ao ponto e carregam muita força em uma história que se passa 30 anos após o início de sua carreira e põe à prova o caráter de Rocky em um inusitado e épico retorno aos ringues.

1. Rocky: Um Lutador

Nascido da insistência e da luta fora dos ringues de Stallone, Rocky: Um Lutador deve estar no topo de todas (ou quase isso) listas como essa nossa. Ainda, em um período no qual seu país necessitava de heróis pós-guerra do Vietnã, o filme caiu como uma luva no gosto do público. Essa perseverança de Sly acabou rendendo três Oscars: Melhor Filme, Melhor Direção (John G. Avildsen) e Melhor Montagem (Scott Conrad e Richard Halsey). Isso em um ano que concorriam Taxi Driver: Motorista de Taxi (de Martin Scorsese) e Rede de Intrigas (de Sidney Lumet). Aliás, na categoria de direção concorria Ingmar Bergman (por Face a Face) e o próprio Lumet. Na história de Rocky: Um Lutador, o protagonista — um lutador mediano até então — tem a chance rara de lutar contra o campeão dos pesos-pesados... e o resto é pura inspiração.

Agora, ficam aí os comentários para que possamos conhecer as listas – sempre individuais – de cada um de vocês.

Fonte: Canaltech

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