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Rocket Lab prepara primeira missão privada a Vênus

Após enviar uma espaçonave Photon com destino à Lua em junho deste ano, em parceria com a NASA, a empresa norte-americana Rocket Lab está de olho em um prêmio maior: Vênus. A empresa está desenvolvendo uma nova versão da espaçonave, com tamanho de uma mesa de jantar, para enviá-la rumo a Vênus.

A empresa planeja lançá-la com destino a nosso planeta em maio de 2023, naquela que será a primeira missão comercial já enviada com destino ao nosso vizinho. Se tudo correr bem, ela deverá alcançá-lo em outubro daquele ano.

A missão, que foi anunciada em 2020, é financiada pela Rocket Lab, Instituto de Tecnologia de Massachusetts e filantropos não revelados e, apesar dos altos riscos, custará apenas 2% do que a NASA desembolsou por missões a Vênus no passado. “Esta é a melhor, mais barata e simples coisa que você pode fazer para tentar conseguir uma grande descoberta”, disse Sara Seager, líder da missão.

A ideia é que a nave carregue, em seu interior, uma sonda com cerca de 20 kg e formato de cone, que estará equipada com um escudo térmico que irá protegê-la das altas temperaturas geradas conforme viaja pela atmosfera venusiana. No interior dela haverá um único instrumento, que estudará as nuvens do planeta com um nefelômetro ultravioleta.

Representação da sonda da missão liberada em Vênus (Imagem: Reprodução/Rocket Lab)
Representação da sonda da missão liberada em Vênus (Imagem: Reprodução/Rocket Lab)

O dispositivo emitirá luz ultravioleta contra as gotículas da atmosfera de Vênus para determinar a composição das moléculas presentes; conforme a sonda mergulha em direção ao planeta, um laser será emitido através de uma pequena janela, excitando moléculas complexas (como possíveis compostos orgânicos) e fazendo com que brilhem.

“Vamos procurar partículas orgânicas nas gotículas das nuvens”, disse Seager. Vale destacar que encontrar estes compostos não significa necessariamente a presença de vida ali, já que as moléculas orgânicas também podem vir de processos não-biológicos. “Mas, se forem encontradas, será um passo em direção a considerar Vênus como um ambiente potencialmente habitável”, explicou.

A sonda terá apenas cinco minutos nas nuvens de Vênus para executar o experimento e transmitir os dados para a Terra. Ela deverá chegar ao solo uma hora após entrar na atmosfera — se sobreviver até chegar à superfície, outros dados poderão ser coletados.

Para Seager, o ideal seria passar mais tempo estudando as nuvens do planeta, talvez com alguma nave maior e com mais instrumentos. “Uma hora seria o suficiente para procurar moléculas complexas, não apenas ver a impressão delas”, disse. Assim, o projeto representará uma oportunidade de a empresa e seus parceiros mostrarem o potencial de missões planetárias privadas.

O artigo que descreve a missão foi publicado na revista Aerospace.

Fonte: Canaltech

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