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Rochas estranhas encontradas no Chile teriam surgido após explosão de cometa

·3 min de leitura

Há cerca de 12.000 anos, algum fenômeno queimou uma extensa área do Deserto do Atacama, no Chile, produzindo uma faixa de 75 km onde, hoje, são encontradas rochas vítreas que não condizem com a região. Agora, um novo estudo, conduzido pela Brown University, descobriu que estas rochas podem estar relacionadas à explosão de um cometa. Os pesquisadores acreditam que um grande cometa, ou mais de um, pode ter explodido nos céus da região, produzindo as rochas com o intenso calor liberado por este evento.

Meteoros que explodem enquanto atravessam a atmosfera da Terra são chamados bólidos — explosões acompanhadas por um estrondo com poucos segundos de duração. Mas esta é a primeira vez que cientistas descobrem evidências claras de vidros criados pela radiação térmica e ventos quentes liberados por uma bola de fogo acima da superfície. "Para ter um efeito tão dramático em uma área tão grande, esta foi uma explosão verdadeiramente massiva", explicou o geólogo Peter Schultz, da Brown University e principal autor do estudo.

A região com as rochas vítreas se estende por 75 km no norte do Chile (Imagem: Reprodução/Peter Schultz/Brown University)
A região com as rochas vítreas se estende por 75 km no norte do Chile (Imagem: Reprodução/Peter Schultz/Brown University)

Para avaliar a natureza das rochas encontradas na região do Deserto do Atacama, com cores que variam do verde escuro ao preto, Schultz e sua equipe as compararam com amostras cometárias coletadas pela missão Stardust da NASA, que coletou partículas de poeira do cometa Wild-2 e as trouxe para a Terra em 2006. Estas foram as primeiras amostradas intocadas de poeira cometária coletadas além da órbita da Lua.

Os pesquisadores, então, coletaram 300 pedaços de rochas vítreas do Chile para compará-las com dois fragmentos da região. Ainda, eles cortaram fatias bem finas e polidas de 20 desses pedaços para analisá-los com microscópio. Em todas elas, a equipe encontrou vestígios que não combinavam com a geologia local. Nelas, foram encontradas um mineral chamado troilote, comum em meteoritos, além de zircão, sugerindo que as amostras atingiram temperaturas acima de 1.670 °C.

(Imagem: Reprodução/Peter Schultz/Brown University)
(Imagem: Reprodução/Peter Schultz/Brown University)

A equipe também observou algumas características que não eram únicas dos meteoritos, mas bem comuns ao contexto extraterrestre — também presentes nos meteoritos do cometa Wild-2. "Esses minerais são o que nos dizem que este objeto tem todas as marcas de um cometa", disse o geólogo planetário Scott Harris, do Fernbank Science Center e coautor do estudo. Para Harris, encontrar nestas amostras a mesma mineralogia do material coletado pela missão Stardust é uma poderosa evidência do resultado de uma explosão cometária.

Mesmo assim, os pesquisadores consideraram outros cenários para a formação destas rochas vítreas. Há cerca de 12.000 anos, a região abrigava oásis e pântanos gramados e, por isto, eles consideraram que grandes incêndios na vegetação poderiam ter derretido o solo arenoso, dando origem às rochas. Embora ainda não tenha sido possível estimar com precisão a idade delas, pesquisas anteriores já indicavam que elas tinham se formado entre 12.300 a 11.500 anos atrás.

Neste mesmo período, os últimos grandes mamíferos da região, como cavalos e preguiças terrestres, começaram a desperecer dos registros fósseis. Os pesquisadores também acreditam que, nesta mesma época, os humanos começaram a povoar o norte do Chile, embora ainda não seja possível saber se estes três eventos têm alguma relação. “O que podemos dizer é que esse evento aconteceu na mesma época em que pensamos que a megafauna desapareceu, o que é intrigante", ressaltou Schultz.

A pesquisa foi publicado no dia 2 de novembro deste ano, na revista Geology.

Fonte: Canaltech

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