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Robson Rodriguez, o empreendedor de ‘loiro pivete' de São Paulo

·4 minuto de leitura
À frente de projetos como o Influência Negra e a Agência Freakout, com sua essência o jovem empresário quer transformar o mercado. Foto: Arquivo Pessoal.
À frente de projetos como o Influência Negra e a Agência Freakout, com sua essência o jovem empresário quer transformar o mercado. Foto: Arquivo Pessoal.
  • Aos 26 anos o microempreendedor hoje está à frente de dois projetos voltados à pluralidade;

  • À frente do Influência Negra e da Agência Freakout, com sua essência o jovem empresário quer transformar o mercado;

  • Rodriguez já dialogou parcerias com empresas como a Ambev e o time do Zé Delivery no Brasil.

“O que tem me motivado a levantar da cama é deixar um legado”. É assim que Robson Rodriguez começa a contar a própria história. Nascido e crescido na periferia da Zona Norte de São Paulo, como a maioria dos jovens negros desde muito cedo ele soube que precisaria se esforçar mais que outras pessoas para se destacar.

“Eu entendi aos oito ou nove anos que eu tinha que estudar muito, trabalhar muito, mirar nas melhores empresas e melhores instituições. Ao longo da minha vida tudo tentava me empurrar para o caminho contrário e acho que isso foi a maior motivação para que eu mantivesse o foco”, lembra.

Robson começou a quebrar as “regras sociais” do lugar do negro ao se formar em Publicidade e Propaganda na Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais elitizadas do país, e ao ser contratado por grandes empresas como IBM e Google. Mas a passagem por essas empresas não foi o ponto final de sua carreira.

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Trabalhar em espaços onde a infraestrutura é criada e pensada para pessoas brancas somado à carga exaustiva exigida de produção resultou em uma síndrome de burnout, uma condição de exaustão extrema, também conhecida como esgotamento profissional.

“Como um cara preto e pansexual com a trajetória que eu carregava em um espaço extremamente privilegiado, eu entendi que eu precisava empreender em algo que fizesse sentido respeitando 100% da minha essência e que eu não precisasse me moldar e aí veio o empreendimento de transformar realmente o mercado de alguma maneira, mesmo que seja uma fatia, uma parcela dele, mas tornar o mercado pronto para ter pessoas como eu ali sem que isso se torne uma violência”, conta Robson.

Diversidade: um mercado em ascensão

Com seu olhar atento para a diversidade, aos 26 anos o microempreendedor hoje está à frente de dois projetos voltados especificamente à pluralidade. Robson é o criador do Influência Negra, projeto tocado ao lado de outros três sócios: Hailanny Souza, Luiz Henrique Costa e Shane Vidal.

Robson Rodriguez.
Robson Rodriguez.

A iniciativa conta com 25 influenciadores digitais de médio e grande alcance nas redes sociais, como Ana Paula Xongani, Spartakus Santiago e Maíra Azevedo, que reúnem milhares de seguidores no Instagram e em outras plataformas. Em 2021, a relevância do trabalho desenvolvido pelo projeto foi reconhecida pelo Prêmio “Sim A Igualdade Racial”, do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), que premia os principais nomes de pessoas, empresas, iniciativas e organizações que atuam em prol da Igualdade Racial no país nas áreas de empregabilidade, educação e cultura.

“O objetivo é alfinetar mesmo e abrir um diálogo com o mercado publicitário, sobretudo para reivindicar o posicionamento das marcas. Eu acredito muito no Influência Negra como a minha extensão enquanto um ativista social. As pessoas esperam que a gente fale sobre raça o tempo inteiro e ter uma plataforma onde é possível transmitir as nossas percepções e ampliar as de outras pessoas pretas é uma potência”, explica.

Robson também é CEO e fundador da agência de marketing digital Freakout, focada na real necessidade das pessoas e em provocar o mercado publicitário sobre a importância de não reproduzir opressões. O negócio também é gerido por Hailanny Souza e por outros dois sócios: Daniel Fukuda e Júlia Piccolomini.

Com o boom da discussões acerca do racismo após o assassinato do afro-americano George Floyd em 2020, o empreendedor lembra que as demandas de algumas empresas aceleraram na contramão da pandemia.

“Conseguimos abrir diálogo com empresas como a Ambev e o time do Zé Delivery no Brasil. Nossa proposta é muito clara e temos como base os valores essenciais para que todos os seres humanos sejam vistos na sua pluralidade para que sejam respeitados e elegíveis de oportunidade, de acesso”, detalha.

Consciência racial

Com empreendimentos voltados a questões raciais, Robson destaca ainda a necessidade de se impor enquanto um empresário negro e LGBTQIA+. “Pensa no que é uma bicha preta, com a sobrancelha riscada, em uma reunião com a Ambev? Eu sou um executivo. Eu não vou vestir terno e gravata e falar super difícil, mas eu consigo se precisar, sabe? É uma escolha respeitar a minha essência”, reitera o empresário, que também sustenta o visual com um “loiro pivete”.

Nos próximos meses Robson também lança no mundo mais uma de suas habilidades: ensinar. O empreendedor já dá aulas de marketing digital na Casa Firjan Senai e no próximo semestre seu curso será disponibilizado na plataforma Doméstica.

“Eu estou em um momento da minha vida em que eu engato muita energia nos projetos alinhados aos meus propósitos. É bastante desafiador, de vez em quando bate um cansaço e eu acho que o maior difícil para conciliar e manter as coisas de pé é ter a clareza de onde você quer chegar e o porquê você quer chegar nesse lugar”.

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