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Robson Andrade nega articulação para prorrogação de mandato na CNI

Fabio Graner
·2 minutos de leitura

Presidente da entidade industrial diz desconhecer a carta de lideranças empresariais sugerindo a extensão da gestão da diretoria e afirma ser contra a reeleição O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ao Valor que não fez qualquer movimento e não tem nenhuma intenção de prorrogar seu mandato. Uma carta de líderes empresariais da região Norte e Mato Grosso (Pró-Amazônia) do dia 21 de setembro sugeria a extensão dos atuais mandatos da diretoria da CNI por dois anos, sob alegação de que a economia está em fase de transição agravada pela pandemia da covid-19. “Eu saio em 30/10/2022. Acho que tem que ter alternância. Esse assunto não foi tema de discussão em nenhuma reunião da CNI”, afirmou Andrade. Ele disse que até aquele momento sequer tinha recebido a carta que circulou e foi noticiada na coluna do jornalista Lauro Jardim, do Globo, e à qual o Valor também teve acesso. Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, se diz contrário à prorrogação de mandatos no sistema de lideranças industriais Ruy Baron/Valor - 18/10/2018 Ele rebateu informações de bastidores que o associam a essa articulação porque o movimento teria sido liderado por empresários mais próximos a ele. “Nunca discuti isso. Não conversei com nenhum presidente sobre esse tema. Não tratei disso [nem formalmente ou informalmente]. Não coordenei nenhuma articulação nesse sentido. Não houve da minha parte nenhum estímulo, nenhuma conversa, nenhuma reunião na CNI que tratasse desse assunto”, enfatizou. Andrade, que está no cargo desde 2010, reforçou que defende a renovação da liderança industrial e que se alguém o procurar para tratar de prorrogação de mandato ou reeleição vai tentar demover qualquer movimento. “Eu não sou a favor. Se tiverem essa conversa comigo, vou dizer que não sou a favor”, afirmou o empresário. Nos últimos meses, o setor industrial vem debatendo um processo de renovação de suas lideranças. Isso já tem ocorrido em algumas federações, como a do Espírito Santo e do Mato Grosso, e tem em São Paulo o caso mais rumoroso, com a recente decisão do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de desistir de mais uma renovação de mandato após forte pressão de opositores que estavam vendo mais um movimento de reeleição dele. O presidente da Fiemt (Mato Grosso), Gustavo Oliveira, que foi um dos signatários da carta, disse que se posicionou por uma uniformização de regras no sistema industrial e não pela prorrogação de mandato por dois anos. “A gente tem que ter um padrão para isso. Se pode ou não ter reeleição. Se sim, por quantas vezes. E tornar isso uma prática. Minha posição é que é preciso ter regras sólidas para melhorar a governança do sistema”, disse, defendendo que é preciso haver limites e renovação de mandatos. “Meu ponto é que já passou da hora de se discutir se a gente quer ou não um padrão. Não dá para cada federação e confederação fazer do seu jeito”, acrescentou.