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Robôs de quatro patas podem substituir cães-guias no futuro

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

Cientistas da Universidade Berkeley, nos EUA, programaram um robô de quatro patas para que ele desempenhasse as mesmas funções de um cão-guia. Apesar de ainda não possuir uma aparência muito amigável, ele cumpriu o papel muito bem.

Os testes foram feitos com um robô desenvolvido pela Boston Dynamics conhecido como Mini Cheetah. Ele já vem equipado com lasers e câmeras de alta precisão que permitem o mapeamento do ambiente em tempo real. Sensores ajudam na hora de desviar de obstáculos e evitar colisões.

Veja:

Para que o robô tivesse as mesmas características de um cão-guia, os pesquisadores adaptaram uma coleira, que dá mais controle ao condutor e uma câmera que detecta a presença de humanos durante o percurso. Esse dispositivo é fundamental para dar ao cão-robô os dados sobre a localização da pessoa que ele está conduzindo.

“O robô e a pessoa trabalham juntos para se mover de um local para o outro. Primeiro, um mapa que descreve o caminho que o cão deve seguir é baixado instantaneamente para o cão-robô. O mapa também inclui detalhes do terreno para ajudar a dupla a chegar ao destino”, explica o professor Zhongyu Li.

Pedigree

O cão-robô pesa aproximadamente 25 kg e é totalmente elétrico. Em condições normais de uso, uma carga de bateria pode durar até 90 minutos. A tecnologia desenvolvida pela Boston Dynamics dá ao Mini Cheetah uma grande autonomia espacial para que ele consiga caminhar em qualquer terreno.

Como um cão-guia de verdade, o robô utiliza um conjunto de sensores para orientar o usuário por meio de uma guia comum, como aquelas usadas por pessoas com deficiência visual. Essa guia pode ser esticada ou afrouxada para que o robô consiga conduzir um cego tanto em linha reta quanto em curvas fechadas.

Mini Cheetah "imita" cão-guia de verdade (Imagem: Reprodução/Berkeley University)
Mini Cheetah "imita" cão-guia de verdade (Imagem: Reprodução/Berkeley University)

Alta demanda

Os cães-guias trazem grandes benefícios sociais, físicos e mentais para pessoas cegas, mas o número de animais aptos a desempenhar essa função ainda é pequeno. Nos EUA uma pessoa pode esperar de dois a três anos por um cão-guia treinado. Aqui no Brasil, segundo dados do IBGE, existem cerca de seis milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual e apenas 200 cães-guias.

Espera na fila por um cão-guia pode levar até três anos (Imagem: Reprodução/Envato)
Espera na fila por um cão-guia pode levar até três anos (Imagem: Reprodução/Envato)

Além do tempo de espera, o treinamento de um cão-guia é caro. De acordo com o Instituto Íris, uma das instituições especialistas em cães-guia no Brasil, o custo para preparar e doar um animal é de aproximadamente R$ 35 mil. As pessoas cegas ou com baixa visão não pagam nada pelo cachorro, mas o custo de preparação inviabiliza que outros treinadores invistam nesse tipo de negócio.

E o substituto robótico?

Por enquanto os cães-guias robotizados apresentaram um excelente potencial, mas o hardware ainda possui um preço muito longe da realidade da maioria das pessoas com alguma deficiência visual.

“O robô tem o potencial de reduzir o tempo e as despesas do treinamento de cães-guias, mas para que ele se torne uma alternativa viável é preciso baratear os custos de produção, que hoje estão na casa dos milhares de dólares”, completa o professor Li.

A ideia é que no futuro, além de guiar, os cães eletrônicos possam ter outras funções como sincronizar calendários com smartphones, definir rotas, sugerir caminhos e levar os donos em segurança até o destino. Antes que tudo isso aconteça eles precisam ser tratados como item essencial e não como objeto de luxo.

O que você acha dos cães-guias robotizados? Comente.

Fonte: Canaltech

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