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Robôs quadrúpedes: comparamos três "caninos" de peso!

Fidel Forato

Diante de robôs quadrúpedes, é inevitável a comparação e a identificação com os animais, principalmente os cães e gatos, presença diária na vida de milhares de humanos. Ainda mais nos últimos anos, quando essas criações avançaram em algumas capacidades tipicamente animais, como caminhar sem cair, com certa autonomia. Para os inventores, a natureza pode ser um modelo perfeito para o desenvolvimento de habilidades nas máquinas, mesmo que, por enquanto, ainda seja inalcançável.

Por outro lado, os robôs não precisam necessariamente respeitar os limites da biologia, o que significa que há potencial deles aprenderem novos comportamentos para os quais os animais (ou humanos) simplesmente não foram projetados e nem poderiam vir a realizar, como ter uma superforça. Nesses casos, o limite será a criatividade e a capacidade técnica de realização.

A robótica está cada vez mais sofisticada, princialmente, no desenvolvimento de novas habilidade para máquinas

Confira a seguir três robôs quadrúpedes e suas capacidades especiais que têm provocado inovações:

Com habilidades especias 

A equipe de robótica da Universidade Metropolitana de Tóquio e da Universidade de Okayama, ambas japonesas, desenvolveu um robô quadrúpede, nas cores branca e cinza, capaz de subir autonomamente uma escada vertical — o que é uma tarefa complexa, para não dizer impossível, para os animais domésticos.

O robô japonês tem quatro pernas e uma espécie de polegar opositor que pode ser usado para segurar os degraus da escada, como uma garra ou pinça. Além disso, a invenção é equipada com uma série de sensores que trabalham com uma rede neural, capaz de guiar seu percurso pela escada.

Em uma etapa mais desenvolvida de testes (porque o modelo ainda está longe do mercado comercial), essas habilidades poderiam ser muito úteis para o auxílio de vítimas em desastres, andando ou escalando por ambientes irregulares, onde suas capacidades poderiam ser muito úteis.

Pronto para o mercado

Muito mais comercial, a invenção da Boston Dynamics — a empresa de robótica comprada pelo Google em 2013 — já é usada até em operações da Polícia Estadual de Massachusetts e mais parece o novo melhor amigo do homem, mesmo com suas cores amarela e preta, que indicam que a criação parece ter vindo de uma ficção científica interplanetária.

O robô Spot tem uma bateria que garante autonomia por 90 minutos, uma velocidade máxima de 4,8 km/h e a capacidade de suportar cargas de até 13,5 kg. Além disso traz recursos de vídeo 360 graus e pode até abrir portas com um braço especial, que se estende a partir da cabeça desse "cachorro".

A máquina é capaz de realizar o reconhecimento do ambiente e, a partir disso, operar com o auxílio de câmeras para evitar obstáculos. Oficialmente disponibilizado para locação de empresas no mês passado, ainda segue em testes práticos e, ao que tudo indica, já se envolveu em dois acidentes, embora não se saiba o que exatamente aconteceu.

Além disso, esse robô já era famoso por seus vídeos que viralizaram na internet, onde corria por um escritório sozinho e mostrava sua capacidade de subir e descer escadas, sem problemas, ou ainda por dançar a música Uptown Funk, de Bruno Mars.

Versão colaborativa

Mesmo não sendo um modelo mega-funcional, um grupo de estudantes de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu uma plataforma quadrúpede moderna e coletiva, onde outros inventores podem utilizar como base para suas próprias criações, com baixos custos e peças minimamente personalizadas.

O robô Doggo pode ser construído a partir de peças prontas para uso e uma boa dose de interesse por robótica — o que faz dele uma das melhores alternativas para o desenvolvimento de novas habilidades, sensores e programas para desenvolvedores independentes, que não contam com laboratórios patrocinados por nenhuma instituição.

O modelo apresentado pela equipe de Stanford é pequeno e simpático, com pernas poligonais de aparência rígida, mas funcionais para caminhadas. Além disso, o quadrúpede pode pular mais de um metro no ar. Sem molas, o robô funciona a partir de motores que garantem o impulso.

Sua autonomia é limitada, mas é porque foi pensado exclusivamente para a locomoção. Por ser relativamente barato e não envolver alguns motores especiais ou peças proprietárias, é uma boa base para pesquisas em outros departamentos de robótica

De maneira geral, os modelos de quadrúpedes até agora inventados, estão longe de terem autonomia total para seus movimentos, apesar das impressões causadas por alguns vídeos. A edição pode ser mágica, mas funcionam basicamente desviando de obstáculos, aproveitando pontos de apoio e rotas pré-programadas.

Um fato interessante é que uma das características pouco aproveitadas ainda é a interação humano-robô, o que deve trazer, no futuro, mudanças significativas na maneira com a qual nos relacionamos com essas máquinas. E quem sabe, um dia, teremos quadrúpedes robóticos nos esperando chegar depois de um dia cansativo trabalho.


Fonte: Canaltech

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