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Robôs pressionam salários de trabalhadores nos EUA, diz Fed

Simon Kennedy
Foto: Getty Images

A automação tem contribuído “substancialmente” para reduzir a participação da renda nacional destinada aos trabalhadores dos Estados Unidos nas últimas duas décadas, segundo um novo estudo de economistas do Federal Reserve de São Francisco.

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Apesar da menor taxa de desemprego em cerca de 50 anos, a chamada participação da mão de obra caiu para cerca de 56% do total em relação aos 63% em 2000, e o aumento do uso de robôs e outras tecnologias tem sido um importante fator para essa mudança, escreveram os economistas Sylvain Leduc e Zheng Liu em relatório publicado na segunda-feira.

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“As empresas agora têm mais opções para automatizar posições difíceis de preencher do que no passado”, escreveram Leduc e Liu. “Com os rápidos avanços na robótica e inteligência artificial, os robôs podem realizar mais trabalhos e tarefas que exigiam habilidades humanas há apenas alguns anos.”

Como resultado, os empregados se tornam mais relutantes em pedir um aumento salarial significativo por medo de que seu empregador recorra à automação para substituí-los, disseram os economistas. Isso potencialmente explica por que a alta dos salários tem sido relativamente fraca, apesar do mercado de trabalho aquecido.

O modelo dos economistas sugere que, sem a automação, a participação da mão de obra teria ficado em torno de 59,5% no fim de 2018.