Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.113,93
    +413,26 (+0,34%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.726,98
    +212,88 (+0,44%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,07
    -0,39 (-0,61%)
     
  • OURO

    1.777,30
    +10,50 (+0,59%)
     
  • BTC-USD

    57.069,75
    -5.081,71 (-8,18%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,97
    +7,26 (+0,52%)
     
  • S&P500

    4.185,47
    +15,05 (+0,36%)
     
  • DOW JONES

    34.200,67
    +164,68 (+0,48%)
     
  • FTSE

    7.019,53
    +36,03 (+0,52%)
     
  • HANG SENG

    28.969,71
    +176,57 (+0,61%)
     
  • NIKKEI

    29.683,37
    +40,68 (+0,14%)
     
  • NASDAQ

    14.024,00
    +10,00 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6943
    -0,0268 (-0,40%)
     

Robôs já são capazes de encontrar a própria "comida" sozinhos

Gustavo Minari

Gerar energia suficiente para que robôs autônomos consigam se mover traz um dilema difícil de ser resolvido: quanto mais carga uma bateria contém, mais pesada ela é, e isso acaba fazendo com que a máquina precise de mais força para se locomover com todo esse peso. Mas e se esse robô não tivesse bateria? Se, em vez de armazenar a própria energia, ele pudesse se alimentar com materiais que encontra pelo caminho? É justamente isso que faz um protótipo desenvolvido por engenheiros da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.

O professor James Pikul criou uma fonte de tensão ambientalmente controlada, ECVS, na sigla em inglês, que produz energia quebrando e formando ligações químicas repetidamente. Quando estão em contato com superfícies metálicas, por exemplo, essas unidades ECVS catalisam reações de oxidação do ar ao redor e alimentam o robô com os elétrons que são liberados. Isso faz com que as máquinas “sintam” onde está a fonte de energia e se movam até ela sem precisar de ajuda humana.

Robôs podem "sentir" as fontes de energia (Imagem: Reprodução/Penn)
Robôs podem "sentir" as fontes de energia (Imagem: Reprodução/Penn)

Nos experimentos, os robôs foram colocados em uma superfície de alumínio com fitas isolantes que impediam o contato com o metal. Quando acionadas, as unidades ECVS guiaram os robôs pelo caminho onde a fonte de energia era mais abundante, sem cruzar o limite das fitas. Segundo os pesquisadores, as ECVS funcionam como uma espécie de “língua” capaz de sentir e ajudar a digerir a energia.

Veja:

O estudo foi inspirado em animais como as formigas, que se alimentam por meio de ligações químicas presentes na comida encontrada no meio em que vivem. Assim como na natureza, os robôs movidos pelas ECVS também são capazes de superar obstáculos, encontrar e distinguir suas próprias fontes de "alimento", analisando o que é mais “apetitoso” do ponto de vista energético.

Como na natureza ECVS "encontra" comida para ganhar energia (Imagem: Reprodução/Penn)
Como na natureza ECVS "encontra" comida para ganhar energia (Imagem: Reprodução/Penn)

Bom de garfo

A alimentação dos robôs é feita por meio das rodas em contato com a superfície. Elas são acionadas por unidades ECVS diferentes que reagem de acordo com o material encontrado durante o trajeto. A diferença dos sinais emitidos em cada roda cria uma espécie de navegação rudimentar que é capaz de guiar o robô até o próximo “prato” de comida energética.

“As bactérias são capazes de navegar de forma autônoma em direção aos nutrientes por meio de um processo chamado quimiotaxia, no qual sentem e respondem às mudanças nas concentrações químicas. Robôs pequenos têm restrições semelhantes aos microrganismos, uma vez que não podem carregar baterias grandes ou computadores complicados, então queríamos explorar como nossa tecnologia ECVS poderia replicar esse tipo de comportamento”, disse o professor Pikul.

Os estudos mostraram que, enquanto houver material que forneça energia suficiente para o funcionamento dos robôs, eles continuam a busca por “comida” de forma autônoma.

Aplicações infinitas

Ao compreender como os movimentos dos robôs podem ser guiados por essa nova técnica, os pesquisadores podem aperfeiçoar maneiras diferentes de navegação, que vão muito além do deslocamento em placas de alumínio. “É importante saber a diferença entre ambientes perigosos e que precisam ser evitados e aqueles apenas inconvenientes e que podem ser eliminados”, explicou o professor.

Os estudos ainda estão no começo, mas, em um futuro próximo, as unidades ECVS poderão ser usadas para programar comportamentos mais complexos em robôs autônomos, dependendo do ambiente em que precisam operar. Pequenos robôs poderiam ser utilizados em locais perigosos, como resgatem em deslizamentos de terra ou cavernas, levando sensores e suprimentos sem ter que se preocupar com a bateria.

Máquinas que se recarregam infinitamente, transformando em energia os materiais que encontram no ambiente em que vivem: para você isso parece roteiro de filme de ficção científica ou é apenas a evolução natural da tecnologia? Comente.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: