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Robôs inteligentes poderão fazer o "trabalho pesado" da exploração espacial

Felipe Junqueira

Os robôs inteligentes ainda estão começando a fazer parte do nosso dia a dia aqui na Terra, mas já existe uma empresa com o ousado plano de utilizá-los na exploração espacial. A OffWorld afirma já ter contratos com algumas das maiores companhias do mundo para desenvolver máquinas exploradoras para desbravar mundos desconhecidos.

Enquanto a companhia ainda dá os primeiros passos, o CEO Jim Keravala contou ao Space.com que já tem planos de auxiliar a NASA na preparação do retorno humano à superfície da Lua, mas admite que os robôs ainda estão na fase inicial de preparação. “Estamos desenvolvendo nossas habilidades para utilizar esses robôs em minas, canteiros de obras, túneis e outros cenários de infraestrutura”, disse Kervala. “Conforme desenvolvermos esse aprendizado, isso vai nos dar um nível de percepção sem precedentes de como o hardware pode operar em diferentes ambientes”.

Mesmo assim, ele acredita que dá tempo de enviar um grupo robótico à Lua antes de 2024 para procurar gelo e transformá-lo em água potável, por exemplo. “Em algum momento - espero que seja antes de termos nossos primeiros mulher e homem na superfície - implantaremos nossa variante lunar na superfície da Lua”, almejou o executivo.

Trabalho “braçal” em colônias

Robôs inteligentes teriam design modular e usam energia solar (Imagem: OffWorld)

De acordo com o plano da OffWorld, divulgado no site da própria companhia, a ideia é que esses robôs façam o trabalho pesado de preparação de colônias extraterrestres. Para isso, vão utilizar aprendizado de máquina para desenvolver a própria inteligência e evoluir com a experiência.

“Ele operam em grupos, colaborando entre si, tomando as próprias decisões”, explicou Kervala. Ainda, os robôs se adaptam ao ambiente: “Eles podem sentir onde os minerais e minérios estão e agem de acordo com a necessidade”, exemplificou o executivo, sobre a operação em uma mina terrestre.

Os robôs são movidos a energia solar e se adaptam com pouca intervenção humana, sendo construídos com um design modular que permite a adaptação para diferentes tipos de uso, seja no espaço, seja na superfície. Eventualmente, eles poderiam até “se reproduzir”, construindo duplicatas sozinhos.

Fonte: Canaltech

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