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Robôs feitos de gelo poderiam explorar outros mundos e se consertar sozinhos

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Por mais avançados que os robôs de exploração espacial sejam hoje, é esperado que, em algum momento, eles apresentem algum tipo de falha. Geralmente, esses inconvenientes não são tão complexos, mas o ideal seria que eles pudessem se reparar sozinhos — e, para pesquisadores da University of Pennsylvania, isso poderia ser feito com robôs de gelo.

Eles apresentaram o artigo com esta proposta durante a conferência anual IEEE/RSJ International Conference on Intelligent Robots and Systems. Como a questão da energia para alimentar robôs já está bem encaminhada com o uso da energia solar, uma opção de recurso para produzir rodas e quaisquer outros componentes estruturais seria o gelo. Aqui, os pesquisadores Devin Carroll e Mark Yim reforçam que se trata de um projeto bem preliminar e, além disso, a proposta não é fazer baterias ou componentes eletrônicos a partir de gelo, mas sim aproveitar a facilidade de encontrá-lo em diversos lugares e esculpi-lo conforme as necessidades. Então, neste primeiro momento, eles criaram o IceBot, um robô preliminar de testes que pesa cerca de 6 quilos e foi produzido manualmente.

Confira como foi a produção do robô e seu desempenho:

Durante os procedimentos, o Icebot conseguiu se deslocar em uma camada lisa sem interferências, e também conseguiu subir uma camada de gelo com uma leve inclinação, além de se mover para as laterais. De acordo com Carroll, a dupla começou a explorar a ideia de construir robôs a partir de materiais que podem ser facilmente encontrados como uma forma de aumentar a robustez dos sistemas robóticos operando em ambientes hostis, além de reduzir os custos. “Ficamos com o gelo por causa da flexibilidade de design que oferece, além do interesse atual no gelo em ambientes frios e remotos”, disse em entrevista.

Enquanto a NASA e outras agências buscam água e gelo em locais distantes no espaço, um robô feito de gelo poderia muito bem ser usado para ajudar na exploração de outros mundos. A ideia dos pesquisadores é desenvolver um conceito de robô que seja capaz de auto-reconfiguração, auto-replicação e auto-reparo — tudo isso considerando que o robô estaria em operação em um mundo com gelo em todos os lugares.

Neste caso, Carroll imagina um sistema com dois tipos de robôs: o primeiro iria explorar o ambiente e coletar material necessário para o reparo autônomo, enquanto o segundo seria uma espécie de sistema de manipulação e manufatura. Então, se o robô identificasse uma rachadura, por exemplo, o manipulador poderia fechá-la com um remendo de gelo.

Para os próximos passos, a dupla está focando no desenvolvimento de uma junta modular que possa ser utilizada facilmente e com segurança para unir atuadores com blocos de gelo. Além disso, eles estão trabalhando em um componente que permitirá manipular o gelo sem deformá-lo de forma definitiva.

O artigo apresentado pelos pesquisadores pode ser acessado aqui.

Fonte: Canaltech

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