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Robôs "burros" desenvolvidos nos EUA se unem para trabalhar melhor

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

Sabe aquele ditado famoso de que “a união faz a força”? Foi exatamente isso que cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA, conseguiram provar ao utilizar robôs “burros” para desempenhar tarefas complexas, fazendo com que eles trabalhassem em conjunto.

Mesmo sem sensores, dispositivos de comunicação ou memória computacional, as máquinas conseguiram trabalhar coletivamente utilizando apenas suas características físicas.

“Sozinhos eles jamais teriam a chance de completar as tarefas propostas, mas, juntos, o resultado superou a capacidade individual de cada um”, explica a professora Dana Randall.

Trabalhando em grupo os robôs ficam mais fortes (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)
Trabalhando em grupo os robôs ficam mais fortes (Imagem: Reprodução/Georgia Tech)

Trabalho em equipe

Os BOBbots ganharam esse nome em homenagem ao pioneiro da física granular, Bob Behringer. Eles foram construídos com um chassi cilíndrico sobre escovas vibratórias com imãs soltos nas bordas. O sistema é semelhante ao encontrado naqueles robôs domésticos usados para limpar a casa sozinhos.

A estrutura faz com que os BOBbots desenvolvam a tendência de permanecer próximos de outros robôs com as mesmas características. Ao analisar esse comportamento, os cientistas descobriram que enquanto os robôs se movem e se chocam, eles conseguem formar aglomerados compactos, mais resistentes e funcionais.

“Quando se juntam, os bots são capazes de limpar coletivamente detritos pesados ​​demais para serem movidos por um só. Enquanto a maioria das pessoas constrói robôs cada vez mais complexos e caros para garantir a coordenação, queríamos ver quais tarefas complexas poderiam ser realizadas com robôs muito simples", afirma o professor Daniel Goldman.

Inspiração

A incorporação de tarefa observada pelos engenheiros foi baseada em um modelo teórico de partículas que se movem em um tabuleiro de xadrez, conhecido como sistema de partículas auto-organizadas.

Os pesquisadores usaram o modelo matemático para criar os algoritmos contendo cálculos de probabilidade, física e estatística. Com isso, eles conseguiram provar que apesar da simplicidade dos bots, um sistema robusto com algoritmos precisos é capaz de realizar trabalhos complexos utilizando apenas interações magnéticas.

“Esses resultados revelam uma interação frutífera entre o projeto de algoritmo e a robótica da matéria ativa, que pode resultar em princípios para a programação de coletivos sem a necessidade de recursos muito avançados”, explica o professor Goldman.

Robôs-operários

Os resultados preliminares mostram que é possível realizar tarefas básicas sem a necessidade de utilizar um hardware sofisticado ou computação tradicional, o que demanda um tempo considerável de programação.

Utilizando princípios simples de distribuição e aplicação de algoritmos, é possível desenvolver robôs magnéticos para trabalhar em conjunto, multiplicando a capacidade do grupo.

Ao colocar algoritmos e atração magnética na mesma equação, os cientistas produziram robôs que “gostam” de trabalhar em grupo e desempenham as tarefas melhor do que se estivessem sozinhos.

No mundo real, eles poderiam ser utilizados para executar funções críticas, como na limpeza de derramamentos de petróleo ou na exploração de ambientes hostis, situações onde o trabalho em equipe é fundamental e o apoio das máquinas pode tornar ações de busca e limpeza mais ostensivas, já que envolveriam menos esforço humano.

Você acredita que no futuro os robôs conseguirão desenvolver esse “espírito de equipe”?

Fonte: Canaltech

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