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Robô muda sozinho o próprio corpo para se adaptar a qualquer ambiente

Redação
·2 minuto de leitura

Já imaginou poder aumentar o tamanho do braço para alcançar um objeto? Ou diminuir o comprimento das pernas para passar por baixo de um obstáculo? Na universidade de Oslo, na Noruega, cientistas criaram um robô capaz de mudar a forma do próprio corpo para se adaptar a novos ambientes.

O DyRET, que deriva da palavra dyr ("animal" em norueguês), foi projetado com quatro patas para poder andar por qualquer tipo de terreno e reconfigurar sua estrutura corporal toda vez em que se depara com uma superfície diferente.

DyRET identifica todo tipo de terreno (Imagem: Reprodução/The Conversation)
DyRET identifica todo tipo de terreno (Imagem: Reprodução/The Conversation)

Cada uma das quatro pernas tem duas seções telescópicas que podem alterar o comprimento da coxa e da tíbia do robô. Ajustes mais finos são feitos por motores que aumentam ou diminuem o tamanho das pernas automaticamente.

O poder da adaptação

Os motores podem alterar a altura do robô em até 20%, de 60 para 73 centímetros, e essa variação tem influência direta no modo de caminhar do DyRET. Com pernas mais curtas ele fica mais estável e mais lento, com centro de gravidade mais baixo. Já no modo mais alto, perde um pouco da estabilidade, mas ganha movimentos mais longos, o que permite que ele ande mais rápido e consiga passar por cima de obstáculos.

O robô pode "crescer" 13 centímetros em segundos (Imagem: Reprodução/The Conversation)
O robô pode "crescer" 13 centímetros em segundos (Imagem: Reprodução/The Conversation)

O robô ainda possui sensores de força em cada um dos quatro pés, que “sentem” se o solo é macio ou mais duro, e uma câmera 3D ajuda a enxergar se o terreno é acidentado, o que faz toda a diferença na hora de calcular o melhor comprimento de perna a ser usado.

Veja como o DyRET se adapta ao ambiente no vídeo abaixo:

Obstáculos para o futuro

O DyRET foi muito bem nos testes de laboratório, com ambientes controlados e situações previsíveis, mas o mundo real possui variáveis que vão além da habilidade de aumentar ou diminuir o tamanho da perna.

Os pesquisadores querem agora aprimorar o que eles chamam de cognição incorporada, que faz com que o hardware de um robô resolva problemas em colaboração com o seu software. Em vez de um corpo cibernético restringir o movimento, ele se adapta para vencer um obstáculo.

O objetivo é que os futuros robôs capazes de mudar de forma de acordo com o lugar onde estão possam ser usados em ambientes hostis e imprevisíveis como no fundo do mar ou na exploração de planetas desconhecidos.

Fonte: Canaltech

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