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Robô estreia exposição de autorretratos em museu de Londres

·3 minuto de leitura

Um robô seria capaz de ter consciência sobre sua própria imagem? A androide Ai-Da pode ser o exemplo mais próximo de como uma inteligência artificial (IA) enxerga o seu “eu” e expressa isso por meio da arte. O primeiro autorretrato robótico do mundo está exposto no Museu de Design de Londres, na Inglaterra.

A exposição “Ai-Da: Retrato do Robô”, que ficará em exibição até o dia 29 de agosto, conta com três selfies pintadas pela androide. Cada autorretrato levou entre 45 minutos e uma hora para ser concluído.

"Essas imagens têm a função de perturbar. O objetivo delas é levantar questões sobre para onde estamos indo. Qual é o nosso papel como seres humanos, se tudo isso pode ser replicado por meio da tecnologia?", pergunta o dono da galeria de arte, Aidan Meller.

A artista

O nome Ai-Da é uma homenagem a Ada Lovelace, a matemática inglesa que é considerada uma das primeiras programadoras de computador da história. A androide tem o tamanho real de uma pessoa e funciona por meio de uma IA projetada para parecer e agir como uma mulher.

Ela foi criada por engenheiros, programadores, psicólogos e especialistas em arte da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles passaram dois anos desenvolvendo todas as características físicas e comportamentais da androide, que já está na sua segunda exposição artística.

No ano passado, um trabalho com pinturas abstratas baseadas em modelos matemáticos complexos, arrecadou mais de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) com a venda de obras de arte feitas exclusivamente por uma máquina que utiliza algoritmos avançados para transformar tinta em expressões artísticas contemporâneas.

Ai-Da e seu primeiro trabalho (Imagem: Wikipedia Commons/Lennymur)
Ai-Da e seu primeiro trabalho (Imagem: Wikipedia Commons/Lennymur)

DNA artístico

As selfies pintadas pela Ai-Da são resultado de uma combinação entre inteligência artificial, programação e design robótico. No lugar dos olhos, ela utiliza câmeras de alta resolução que permitem que a robô replique o que está vendo de forma fiel e precisa.

Os braços robóticos controlados pela IA são capazes de criar retratos realistas, incluindo técnicas, estilos e esquemas de cores desenvolvidos por artistas humanos e que foram carregados no algoritmo dela. É como se a Ai-Da tivesse uma “memória” artística adquirida durante anos de estudo sobre diversas obras e escolas diferentes.

Como era de se esperar, pelo menos por enquanto, a androide não decide criar os autorretratos por conta própria. São os seus programadores que carregam a IA com instruções específicas sobre o que será feito. Neste caso, o “gênio” artístico dá lugar ao gosto e interesses dos criadores.

“Se a Ai-Da fizer apenas uma coisa importante em toda a sua existência, será para nos levar a considerar a confusão criada nas relações homem-máquina e nos encorajar a pensar com mais cuidado e mais devagar sobre as escolhas que fazemos para o nosso futuro”, diz uma das criadoras do projeto Ai-Da, Lucy Leal.

Ela não está sozinha

No começo deste ano, uma obra de arte pintada pela androide Sophia, criada pela companhia chinesa Hanson Robotics, foi vendida por US$ 700 mil (R$ 3,5 milhões) em um leilão em Hong Kong. Quem arrematou a peça foi um artista digital misterioso que atende pelo nome de 888.

Para produzir o seu autorretrato, Sophia se baseou nas obras de arte criadas pelo pintor italiano Andrea Bonaceto. A pintura original de Bonaceto foi analisada pela inteligência artificial da androide por meio de fotos e visão computacional. Utilizando redes neurais convolucionais, os braços robóticos deram “vida” aos conceitos carregados nos algoritmos de Sophia.

As obras criadas por androides como Ai-Da e Sophia questionam o conceito de que a arte é inerente à raça humana, sendo aquilo que diferencia uma pessoa de um animal irracional ou de uma máquina. Resta saber se algum dia uma IA conseguirá transpor essa barreira ao pegar um pincel e expressar, por si mesma, o verdadeiro significado da palavra inteligência.

Fonte: Canaltech

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