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Robô autônomo imprime e cozinha alimentos em 3D como se fosse um chef de verdade

·2 minuto de leitura

Já pensou chegar em casa após um dia cansativo de trabalho e encontrar um jantar fresquinho, preparado por um robô? Parece coisa que só existe no clássico desenho dos Jetsons, mas engenheiros da Universidade Columbia, nos EUA, desenvolveram uma técnica que utiliza lasers para cozinhar e impressão 3D para montar os alimentos, tudo de maneira autônoma.

O “chef" digital autônomo é capaz de preparar, personalizar a forma, construir texturas e diversificar o sabor usando vários ingredientes ao mesmo tempo. Depois que o alimento é impresso, os pesquisadores usam os lasers para cozinhá-lo, garantindo que, além do gosto, a comida também tenha uma aparência apetitosa.

“Observamos que, embora as impressoras possam produzir ingredientes com uma precisão milimétrica, não existe um método de aquecimento com esse mesmo grau de resolução do laser. Cozinhar é essencial para a nutrição, sabor e textura em muitos alimentos, e agora podemos controlar precisamente esses atributos”, diz o engenheiro mecânico Jonathan Blutinger, autor principal do estudo.

Ao ponto

Para chegar ao ponto ideal de cozimento, os cientistas usaram lasers com vários comprimentos de onda durante o experimento. Eles imprimiram uma amostra de frango com 3 mm de espessura e expuseram o alimento a uma luz azul (445 nm) e a uma luz infravermelha (980 nm e 10,6 μm).

Os pesquisadores avaliaram vários parâmetros como profundidade de cozimento, cor, retenção de umidade e as diferenças de sabor entre a carne cozida a laser e a preparada em um fogão convencional. Após várias tentativas, eles perceberam que o frango cozido a laser encolhe 50% menos, retém o dobro da umidade e possui um sabor semelhante ao da carne grelhada no fogo.

“Na verdade, nossos dois voluntários que participaram do teste cego preferiram a carne cozida a laser em vez das amostras preparadas convencionalmente, o que revela uma promessa significativa para essa tecnologia de impressão e cozimento de alimentos”, acrescenta o professor Blutinger.

Food CAD

Segundo a equipe da Universidade Columbia, a ideia de ter uma impressora capaz de montar e cozinhar os alimentos longe dos laboratórios ainda esbarra na falta de um ecossistema sustentável para suportar essa nova tecnologia e torná-la comercialmente viável e mais acessível para todos.

“O que ainda não temos é o que chamamos de 'Food CAD', uma espécie de Photoshop da comida. Precisamos de um software de alto nível que permita às pessoas que não são programadoras ou desenvolvedoras de software criarem os alimentos que desejam de forma rápida e intuitiva”, pondera Blutinger.

No futuro, eles imaginam que as pessoas poderão compartilhar receitas digitais da mesma forma que compartilham músicas, utilizando um aplicativo para interagir e personalizar as refeições. Talvez essa seja a solução para quem vive brigando com o fogão ou prefira terceirizar o preparo do jantar ao seu chef digital particular.

Fonte: Canaltech

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