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Robô aprende a demonstrar emoções por meio de expressões faciais

·3 minuto de leitura

Sorria, você está sendo “robotizado”. Os cientistas dizem que só os seres humanos são capazes de compartilhar suas emoções por meio de expressões faciais. Mas agora, cientistas da Universidade Columbia, nos EUA, querem provar que os robôs também podem usar o rosto para se comunicar.

O EVA é um busto careca de cor azul, que lembra muito aquele pessoal do Blue Man Group de Nova York. Ele consegue expressar até seis emoções básicas, como raiva, nojo, medo, alegria, tristeza e surpresa, utilizando “músculos” artificiais para contrair e relaxar pontos específicos do rosto.

"A ideia do EVA tomou forma há alguns anos, quando meus alunos e eu começamos a notar que os robôs em nosso laboratório estavam olhando para nós com olhos arregalados de plástico”. As pessoas precisam humanizar seus colegas robóticos, dando-lhes identidade e até um nome”, afirma o professor de engenharia mecânica, Hod Lipson.

Mais do que um rostinho bonito

O EVA representa um avanço para a engenharia robótica, que durante anos construiu androides utilizando metal e plástico rígido. O hardware sempre foi pensado para ser funcional, sem se preocupar com uma aparência mais amigável. Era difícil enxergar algo humano no meio de tantos circuitos, sensores e motores pesados.

“O maior desafio na criação de EVA foi projetar um sistema que fosse compacto o bastante para caber dentro dos limites de um crânio humano e ainda fosse funcional o suficiente para produzir uma ampla gama de expressões faciais”, diz um dos responsáveis pelo projeto, Zanwar Faraj.

Esse problema foi contornado com a utilização de impressoras 3D para fabricar as peças que fazem parte do rosto do robô. Cabos e pequenos motores fazem com que o EVA consiga sorrir, franzir a testa ou parecer chateado, emulando as emoções humanas.

"Certo dia, eu estava cuidando da minha própria vida quando EVA de repente me deu um grande e amigável sorriso. Eu sabia que era puramente mecânico, mas me vi sorrindo de volta por reflexo", diz o professor Lipson.

IA

Todas as expressões faciais do EVA foram programadas por meio de inteligência artificial de aprendizado profundo. Os algoritmos ajudam o robô a ler e espelhar as expressões de rostos humanos em tempo real, imitando as feições como se estivesse olhando para uma imagem refletida.

O software que funciona como o cérebro do EVA utiliza várias redes neurais para fazer com que o robô aprenda a usar o seu próprio sistema complexo de músculos mecânicos para gerar todo tipo de expressão facial e, ao mesmo tempo, consiga analisar o rosto humano que está diante dos seus olhos.

Para dar ao EVA uma ideia de como era seu próprio rosto, os cientistas gravaram horas de expressões aleatórias feitas pelo robô. Ao se “ver” como uma imagem refletida no espelho, a rede neural aprendeu a copiar o movimento muscular, criando uma autoimagem que foi combinada com as feições de um rosto humano.

Por enquanto, o EVA é apenas um exemplo de mimetismo, uma máquina que analisa e reproduz o comportamento de uma pessoa, sem realmente ser capaz de expressar qualquer tipo de emoção natural.

Mas, para os cientistas, essa tecnologia pode ter aplicações benéficas, como a criação de robôs mais amigáveis que poderiam ser usados em locais com grande circulação de pessoas, como escolas, hospitais ou estações do metrô.

“Há um limite para o quanto nós, humanos, podemos nos envolver emocionalmente com chatbots ou assistentes pessoais sem corpo. Nossos cérebros parecem responder melhor a robôs que têm algum tipo de presença física reconhecível”, completa o professor Hod Lipson.

Se sorrir é o melhor remédio para os seres humanos, quem sabe para os robôs esse simples ato instintivo seja uma forma de construir confiança, de falar com os olhos, de se comunicar por meio de algo muito mais eficiente do que um sintetizador de voz, que se limita a dar respostas frias ou com um senso de humor duvidoso.

Fonte: Canaltech

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